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Câmara aprova projetos para combater violência contra as mulheres

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Veja publicação original: Câmara aprova projetos para combater violência contra as mulheres

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Aprovação das matérias marca participação da Câmara dos Deputados em campanha mundial

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Por Valentina Trevor

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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (28), quatro projetos da pauta proposta pela bancada feminina para marcar a participação da casa na campanha mundial ‘16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres’. A aprovação das matérias foi possível após acordo da bancada feminina junto aos líderes partidários da Casa. A sessão foi presidida pela deputada Mariana Carvalho (PSDB/RO).

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Três proposições aprovadas seguem para sanção presidencial e uma volta ao Senado para votação final.

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A Câmara aprovou substitutivo ao PL 5555/2013, de autoria do deputado João Arruda (PMDB/PR), que altera a Lei Maria da Pena para prever punição para quem divulgar foto ou vídeo que exponha intimidade da mulher. De acordo com a proposta, a pena para quem comete a infração é de detenção de 6 meses a 1 ano e multa. Comete o mesmo crime quem realiza montagem para incluir pessoa em cena de nudez ou ato sexual.

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Além dessa proposta, também segue para sanção o PL 3030/2015, do deputado Lincoln Portela (PR/MG),  que altera o Código Penal para aumentar, de 1/3 à metade, a pena do feminicídio se o crime for praticado em descumprimento de medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha.

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O terceiro projeto aprovado pelos deputados na sessão de quarta-feira (28), o PL 5001/2016, de autoria da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, sofreu modificações e volta à casa revisora para nova análise.

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A proposta, que também altera a Lei Maria da Penha, prevê que o autor de violência familiar frequente centros de educação e de reabilitação e receba acompanhamento psicossocial, por meio de atendimento individual ou em grupo de apoio.

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Além disso, foi aprovada a redação final do projeto de lei nº 10269/2018, de autoria da senadora Simone Tebet (MDB/MS), que garante às gestantes e mães de crianças o benefício da substituição prisão preventiva para prisão domiciliar, desde que cumpridos dois requisitos: não ter cometido crime com violência ou grave ameaça a pessoa e não ter cometido o crime contra seu filho ou dependente.

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A mudança é específica para os casos de prisão preventiva. Atualmente o Código de Processo Penal diz apenas que a prisão preventiva pode ser convertida em domiciliar, a critério do juiz, quando a investigada for gestante ou mãe de filho até 12 anos incompletos.

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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