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Por meio da arte, grupo busca manter protagonismo feminino histórico de Santa Bárbara d’Oeste

Saiu no site G1

 

Veja publicação original: Por meio da arte, grupo busca manter protagonismo feminino histórico de Santa Bárbara d’Oeste

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Coletivo Apoema é responsável pela exposição ‘Mulheres do Rock’, em exibição no hall do Núcleo de Educação Integrada da Fundação Romi até o dia 8 de dezembro.

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Por Thainara Cabral

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Fundada há 200 anos por Margarida da Graça Martins, Santa Bárbara d’Oeste (SP) ainda hoje abriga personagens preocupadas em manter o protagonismo feminino como emblema do município, como é o caso do Coletivo Apoema, formado por sete artistas visuais barbarenses.

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O grupo é responsável pela exposição “Mulheres do Rock”, em exibição no hall do Núcleo de Educação Integrada da Fundação Romi até o dia 8 de dezembro.

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A exposição retrata mulheres importantes da história do gênero musical. As obras assinadas pelas artistas do Coletivo Apoema criam uma linha do tempo, partindo da figura de Sister Rosetta Tharpe, uma cantora, compositora e guitarrista que influenciou as origens do rock desde a década de 1940.

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Pinturas também fazem referência a artistas nacionais; mostra pode ser visitada em Santa Bárbara d'Oeste  — Foto: Arquivo pessoalPinturas também fazem referência a artistas nacionais; mostra pode ser visitada em Santa Bárbara d’Oeste — Foto: Arquivo pessoal

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As pinturas também fazem referência a artistas nacionais como Pitty, Cássia Eller, Baby do Brasil e Rita Lee que, inclusive, morou em Santa Bárbara d’Oeste durante sua infância.

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“Mulheres do Rock” foi lançada em outubro deste ano e, desde então, já foi exposta em outros espaços. A mostra também integrou a programação da Virada Cultural Paulista da cidade deste ano e pôde ser vista na Estação Cultural da Fundação Romi. Depois do dia 8, a exposição será levada para Americana (SP).

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‘Aquela que enxerga longe’

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Ana Rainha, Gabriela Pyles, Gabrielle Maria, Giovana Angelo, Isa Whitaker, Vitória Bueno e Tarsila Rapassi são as integrantes do Coletivo Apoema. Em março deste ano, elas se reuniram a convite do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos da Mulher de Santa Bárbara d’Oeste para produzir uma exposição sobre o combate da violência contra a mulher.

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“A produção fluiu com muita sintonia e o grupo não conseguiu mais se distanciar e deixar de produzir ideias para novos trabalhos. A causa que defendemos afeta todas nós, o que nos motiva a continuar a produzir”, disse Tarsila Rapassi .

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Criar um coletivo de mulheres artistas foi algo inevitável para as participantes que, individualmente, já utilizavam da arte para tratar de assuntos profundos do cotidiano.

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Coletivo Apoema, de Santa Bárbara d'Oeste, assina mostra que homenageia mulheres do rock em pinturas  — Foto: Arquivo pessoalColetivo Apoema, de Santa Bárbara d’Oeste, assina mostra que homenageia mulheres do rock em pinturas — Foto: Arquivo pessoal

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O nome Apoema foi escolhido, segundo as artistas, por remeter ao feminino e por ser uma palavra de origem indígena, que significa “aquela que enxerga longe”. “Nós enxergamos longe e cumprimos nossa missão no presente, acreditando em um futuro de equidade de gêneros”, contou Rapassi.

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A relação com a história de Santa Bárbara é presente nos objetivos do grupo, que é utilizar a arte como forma de levar adiante o legado feminino do município e discutir sobre os direitos das mulheres.

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“Santa Bárbara d’Oeste foi fundada por uma mulher e tem como padroeira uma santa mulher, que também está relacionada à uma divindade feminina nas religiões de matriz africana, Iansã. Portanto, nós assumimos a responsabilidade de levar adiante a luta para que cada uma seja respeitada, protegida em seus direitos, reconhecida em suas capacidades e inseridas nos lugares onde cada uma deve estar”, afirmou Rapassi.

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Serviço

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  • O que: Exposição “Mulheres do Rock”
  • Quando: Até 8 de dezembro, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h
  • Onde: Hall do Núcleo de Educação Integrada da Fundação Romi (Avenida Monte Castelo, 1095, Centro)
  • Quanto: Visitação gratuita

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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