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Pautas da bancada feminina avançam na Câmara

Saiu no site CORREIO BRAZILIENSE

 

Veja publicação original: Pautas da bancada feminina avançam na Câmara

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Foram aprovados o aumento de pena para o feminicídio em casos de descumprimento de medida protetiva e a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar de gestantes, mães ou mulheres responsáveis por pessoas com deficiência

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Por Alessandra Azevedo

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O plenário da Câmara dos Deputados dedicou o início da tarde desta quarta-feira (28/11) para avançar em pautas de interesse das mulheres. Entre os projetos, foram aprovados o aumento de pena para o feminicídio em casos de descumprimento de medida protetiva e a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar de gestantes, mães ou mulheres responsáveis por pessoas com deficiência.

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A decisão dos deputados em relação ao aumento de pena para o feminicídio foi contrária a uma emenda do Senado, que pretendia revogar a criação de um novo agravante para a pena desse tipo de crime. O relator da proposta, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), considerou a alteração proposta pelos senadores “inoportuna e inconveniente”. Atualmente, quando um agressor comete feminicídio após violar uma medida protetiva, o crime de violação da medida judicial é desconsiderado em função do mais grave, sem o aumento de pena, explicou o parlamentar.

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A matéria aprovada, que depende agora de sanção presidencial para começar a valer, muda o Código Penal e aumenta de um terço até a metade da pena se o crime for praticado em descumprimento de medida protetiva de urgência, prevista na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06). O texto é de autoria do deputado Lincoln Portela (PR-MG).

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Reabilitação de agressores

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Os deputados também aprovaram um projeto do Senado que acrescenta à lista de medidas protetivas de urgência a obrigatoriedade de que o autor de violência familiar faça tratamentos, tenha orientação psicológica e frequente cursos de contenção de raiva e agressividade. O texto, alterado pelo plenário da Câmara, precisa voltar ao Senado antes de ser sancionado pelo presidente.

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Outro projeto aprovado pelo plenário prevê punição para quem divulgar fotos ou vídeos que exponham intimidade das vítimas. A ideia é criar mecanismos de combate a condutas ofensivas contra mulheres na internet. A proposta acrescenta a comunicação na lista de direitos assegurados às mulheres e reconhece a violação da intimidade como uma forma de violência doméstica e familiar.

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Os deputados acrescentaram a tipificação do delito de registro não autorizado da intimidade sexual à legislação do crime de “vingança pornográfica”, que já havia sido atualizada este ano. A pena para descumprimento é de detenção de seis meses a um ano, além de multa. O texto ainda precisa ser sancionado pelo presidente da República.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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