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Vítima de importunação sexual conta o que passou dentro de ônibus no RJ

Saiu no site G1

 

Veja publicação original:  Vítima de importunação sexual conta o que passou dentro de ônibus no RJ

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Jovem de 21 anos foi molestada por um homem de 54 anos dentro de um coletivo que ia de São Pedro da Aldeia para Cabo Frio, nesta terça-feira (27).

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Por Rodrigo Marinho

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Mellany Vellardo, de 21 anos, conta como foi molestada por um homem de 54 anos dentro de um ônibus na Região dos Lagos do Rio nesta terça-feira (27). Ele foi preso em flagrante e encaminhado para uma audiência de custódia no Rio de Janeiro, segundo a Polícia Civil. Ela fez um desabafo nas redes sociais e recebeu mensagens de apoio.

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Ao G1, a vítima disse que havia saído do trabalho e estava esperando o ônibus para ir à faculdade por volta das 16h30. Segundo a jovem, o ônibus demorou cerca de 10 minutos para sair do ponto onde ela embarcou pois estava lotado e os passageiros estavam subindo.

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Ela foi para a parte de trás do transporte e ficou em pé próximo à porta, onde começaram os abusos.

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“Ele começou a esfregar as partes em mim. Pedi que ele se afastasse, e ele se afastou mas voltou e se esfregou com mais força. Chegou a me machucar porque meu peito bateu na cadeira do ônibus”, disse Mellany..

A vítima contou ainda que na hora, devido ao choque, pediu educadamente que o homem se afastasse.

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“Eu não me reconheci […] sempre fico nervosa com essas coisas. Sempre achei que eu teria alguma reação de xingar, de bater. Mas na hora eu pedi pra que, por favor, ele se afastasse”.

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A vítima relatou que depois disso o homem a imprensou contra o banco e esfregou as partes íntimas nela novamente, além de passar a mão nela.

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“Uma menina que tava do meu lado viu e começou a gritar: ‘assédio, assédio’. Todo mundo vendo mas ninguém fez nada”, contou.

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Mellany disse que um rapaz que estava no transporte falou para o suspeito se sentar. Ele se recusou mas as pessoas o obrigaram. Mesmo sentado, a estudante relatou que ele continuou olhando para ela enquanto passava as mãos no órgão genital.

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Ao ver a vítima passando mal e chorando, algumas meninas também pediram que Mellany se sentasse e ligasse para a polícia achando que o homem poderia segui-la quando descesse. Mas ela ligou para o pai enquanto outras testemunhas ligavam para a polícia.

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“Meu pai saiu de casa desesperado e conseguiu alcançar o ônibus, no bairro São Cristóvão. Meu pai chamou uns guardas que passavam na hora e eles levaram o homem para a delegacia. Minhã mãe entrou no ônibus e o motorista também nos conduziu à delegacia”, disse a jovem, lembrando que o homem permaneceu frio o tempo todo.

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Mellany Vellardo, de 21 anos, sofreu importunação sexual dentro de ônibus na Região dos Lagos do Rio — Foto: Mellany Vellardo | arquivo pessoalMellany Vellardo, de 21 anos, sofreu importunação sexual dentro de ônibus na Região dos Lagos do Rio — Foto: Mellany Vellardo | arquivo pessoal

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Segundo a delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Cabo Frio, Márcia Beck Simões, os passageiros que estavam no ônibus testemunharam o caso e contaram que o homem encostou nas partes íntimas na vítima.

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Ainda de acordo com a delegada, o homem foi conduzido à Deam e autuado em flagrante pelo crime de importunação sexual.

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A Salineira, responsável pelo transporte público na região, informou ao G1 que assim que a empresa foi comunicada sobre o caso enviou uma equipe técnica ao local a fim de prestar todo o auxílio necessário.

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“A Salineira preza profundamente pelo respeito aos seus clientes e, acima de tudo, ao ser humano. Para tanto, realiza campanhas regulares contra o assédio dentro dos ônibus, bem como se dispõe a cooperar de toda forma possível com as investigações policiais que se iniciarem”, diz trecho da nota.

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A Polícia Civil também informou ao G1 que o preso encaminhado à audiência de custódia ficará a disposição da Justiça. A audiência está marcada para esta quinta-feira (29).

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“Eu to melhorando, ontem eu estava em estado de choque. As testemunhas conseguiram contar melhor o que houve para a polícia. Eu não sabia como contar e ainda estou abalada. Foi uma sensação horrível”, completou Mellany Velasco.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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