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Colégio espanhol ensina meninos a cozinhar, limpar e passar roupa

Saiu no site RAZÕES PARA ACREDITAR

 

Veja publicação original:  Colégio espanhol ensina meninos a cozinhar, limpar e passar roupa

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Na cidade de Vigo, província espanhola de Pontevedra, uma escola está revolucionando a forma de ensinar crianças e adolescentes, tornando-se notícia mundo afora. No Colégio Montebelo, todos os jovens do sexo masculino são ensinados que as tarefas domésticas não são exclusividade das mulheres, e que não há associação natural entre o trabalho em casa ao sexo feminino.

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Aqui eles aprendem tarefas domésticas básicas, como cozinhar, engomar e limpar a casa. A disciplina foi denominada “Home Skills” (Habilidades Domésticas) e instituída no início desde ano letivo. Foi muito bem recepcionada pelos alunos, apresentando altas taxas de participação e presença. Além disso, tem transmitido bem sua mensagem principal, de que não há afazeres domésticos apenas para as meninas, muito pelo contrário, todos devem ajudar coletivamente em casa.

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O colégio que ensina rapazes a cozinhar, limpar e passar a ferro

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“Trata-se de um autêntico desafio para os alunos que, de repente, se deparam com um ferro de passar e as suas diferentes configurações segundo o tipo de roupa, entre fogões com um avental preso à cintura ou colocando roupas de molho para depois as lavarem à mão”, descreveu o Colégio Montebelo na sua página oficial no Facebook.

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A iniciativa foi considerada inédita e genial por promover de forma efetiva, desde a primeira idade, a igualdade de gênero e preparar gerações futuras, por meio da educação, para uma vida mais equilibrada em família.

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Gabriel Bravo, que é professor da instituição, foi o mentor por trás do projeto. Ele acredita que as aulas renderão bons frutos futuros: “Pareceu-nos muito útil que os nossos alunos aprendessem estas tarefas para que, um dia mais tarde em que formem família, saibam que a casa é de dois e que não é obrigação apenas da mulher limpar, lavar louça e passar roupa”, explicou o mentor.

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O colégio que ensina rapazes a cozinhar, limpar e passar a ferro

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A ideia de criar uma disciplina específica sobre os afazeres domésticos foi recebida com alguma resistência por parte dos jovens. No entanto, rapidamente foi absorvida pelos alunos, que manifestaram satisfação e, sobretudo, aceitação, pelas novas aulas: “Têm uma atitude positiva nas aulas, acham que são simultaneamente divertidas e instrutivas”, revelou Gabriel Bravo, citado pelo jornal argentino Clarín.

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O projeto revolucionário se tornou bem-sucedido internacionalmente: o Colégio Montebelo foi manchete em países do mundo todo, desde o México ao Chile, inspirando possibilidades de implantação do mesmo curso em outros países. Além disso, Gabriel disse que recebeu milhares de elogios e interações de encorajamento para que dê prosseguimento à disciplina.

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Após aprenderem a lavar, engomar e cozinhar nas aulas de Habilidades Domésticas, a próxima lição dos alunos, conforme disseram os jovens será… costurar botões.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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