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Mato Grosso do Sul registrou 26 casos de feminicídio em 2018, segundo Polícia Civil: ‘Isso é cultural, os homens precisam mudar’

Saiu no site G1

 

Veja publicação original: Mato Grosso do Sul registrou 26 casos de feminicídio em 2018, segundo Polícia Civil: ‘Isso é cultural, os homens precisam mudar’

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Maiana, assassinada pelo companheiro, e sua filha de 1 mês de idade, são os casos mais recentes. Delegada da Mulher afirma que número de denúncias de violência aumentaram porque as vítimas são encorajadas a falar.

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Por Alysson Maruyama

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A morte de Maiana Barbosa, de 20 anos, assassinada junto com a filha de apenas 1 mês de idade em Dourados (MS), chamou a atenção para um dado alarmante: Segundo a Polícia Civil, Mato Grosso do Sul teve 26 casos de feminicídio registrados em 2018.

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Maiana Barbosa e filha de 1 mês foram mortas e a suspeita do crime é do companheiro que está foragido. — Foto: Divulgação/Redes SociaisMaiana Barbosa e filha de 1 mês foram mortas e a suspeita do crime é do companheiro que está foragido. — Foto: Divulgação/Redes Sociais

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A Delegada da Mulher de Campo Grande (MS), Joilce Silveira Ramos, diz que o alto número de mulheres assassinadas, inclusive por companheiros e ex-companheiros, deve-se a um problema cultural:

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“Isso é a cultura do machismo. A lei Maria da Penha tem a previsão de criar um Centro de Recuperação para o homem, porque se existe agressão, e isso é cultural, os homens é que precisam mudar, não as mulheres”, declara.

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Para a delegada, campanhas de prevenção encorajam as mulheres que antes silenciavam, a denunciar casos de violência doméstica que poderiam terminar em um feminicídio:

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“Os números de boletins de ocorrência são expressivos, uma média de 600 por mês, e 350 medidas protetivas só em Campo Grande. Eu vejo isso como resultado do trabalho preventivo. Aqui, as mulheres estão enfrentando a questão, estão mais fortalecidas” afirma.

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A delegada disse ainda que, no caso de Maiana, a morte da filha dela de 1 mês de idade, também configura feminicídio. Elas foram veladas e enterradas hoje em Rio Brilhante (MS). O companheiro de Maiana, Marcos Fioravanti Neto, estava foragido e foi preso em flagrante, horas depois do crime, cometendo furto em uma cidade vizinha

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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