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Casos de tentativa de feminicídio crescem 18% no Rio de Janeiro

Saiu no site R7

 

Veja publicação original:  Casos de tentativa de feminicídio crescem 18% no Rio de Janeiro

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De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública, foram feitos 246 registros em delegacias do Estado entre janeiro e outubro deste ano 

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Por Bruna Oliveira

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Casos como o da atriz Cristiane Machado, que recentemente denunciou o ex-marido por tentativa de feminicídio, têm crescido no Estado do Rio de Janeiro. Os registros deste crime aumentaram 18,27% em 2018, segundo dados do ISP (Instituto de Segurança Pública).

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De janeiro a outubro deste ano, foram 246 casos de tentativa de feminicídio, enquanto, no mesmo período de 2017, ocorreram 208.

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Já o crime de feminicídio praticamente teve o mesmo número de casos em 2018 e 2017. Foram registradas 54 mortes de mulheres entre janeiro e outubro deste ano. No mesmo período do ano passado, foram 56.

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O caso mais recente foi o da jovem Bruna de Souza Oliveira, de 19 anos. No último dia 20, a Polícia Civil prendeu o ex-namorado da vítima como principal suspeito do assassinato. A avó do rapaz ainda tentou impedir o crime, mas foi atropelada ao pedir ajuda na rua.

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Também nessa semana, o ex-marido de Fernanda de Souza Siqueira, de 29 anos, foi preso por ter matado a nutricionista a facadas. Familiares da vítima que estavam a caminho do enterro viram o suspeito caminhando pela rua e acionaram a polícia.

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No dia 10, uma adolescente de 16 anos foi morta com 13 tiros. O ex-namorado da mesma idade se entregou à policia após ter sido apontado como o responsável pelo crime.

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Outro caso de grande repercussão foi o da corretora Karina Garofalo Pereira. Ela foi executada a tiros na frente do filho, em agosto, na Barra da Tijuca. Suspeito de ser o mandante do crime, o ex-marido dela foi preso no início de novembro.

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A lei do Feminicídio foi sancionada em 2015, e classifica como homicídio qualificado o assassinato de mulheres por questão de gênero.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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