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Diretora-geral do Senado representa o Brasil em painel sobre igualdade de gênero

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Veja publicação original: Diretora-geral do Senado representa o Brasil em painel sobre igualdade de gênero

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Diretora-geral do Senado Federal representa o Brasil na mesa sobre violência contra as mulheres no seminário Diretora-geral do Senado, Ilana Trombka (D), destacou leis de combate à violência contra a mulher (Pedro França/Agência Senado)

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Diretora-geral do Senado Federal representa o Brasil na mesa sobre violência contra as mulheres no seminário "Esforços na Região da América Latina e do Caribe para promover a Igualdade de Gênero”. O evento é organizado pela embaixada do México em parceria com a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap).  Mesa: ministro-conselheiro da Embaixada do Chile, Rodrigo Enrique Arcos Castro; embaixadora de El Salvador, Diana Marcela Vanegas; gerente de programas, incidência e campanhas da Oxfam Brasil, Fernanda Papa; conselheiro da Embaixada do Peru, Carlos Rios; embaixador da República Dominicana no Brasil, Alejandro Arias Zarzuela; embaixador do Uruguai no Brasil, Gustavo Vanerio; ministra-conselheira da Embaixada do Uruguai, Natalia Novoa Pallas; diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, em pronunciamento.  Foto: Pedro França/Agência Senado

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Diretora-geral do Senado Federal representa o Brasil na mesa sobre violência contra as mulheres no seminário "Esforços na Região da América Latina e do Caribe para promover a Igualdade de Gênero”. O evento é organizado pela embaixada do México em parceria com a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres) e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap).  Mesa: ministro-conselheiro da Embaixada do Chile, Rodrigo Enrique Arcos Castro; embaixadora de El Salvador, Diana Marcela Vanegas; gerente de programas, incidência e campanhas da Oxfam Brasil, Fernanda Papa; conselheiro da Embaixada do Peru, Carlos Rios; embaixador da República Dominicana no Brasil, Alejandro Arias Zarzuela; embaixador do Uruguai no Brasil, Gustavo Vanerio; ministra-conselheira da Embaixada do Uruguai, Natalia Novoa Pallas; diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, em pronunciamento.  Foto: Pedro França/Agência Senado

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A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, participou de uma das mesas do seminário Esforços na Região da América Latina e do Caribe para Promover a Igualdade de Gênero, promovido pelas embaixadas dos países integrantes do Grupo de Embaixadas da América Latina e do Caribe (Grulac), atualmente presidido pela representação mexicana. O evento teve apoio da ONU Mulheres e da Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e foi realizado nesta quinta-feira (20) em Brasília. O objetivo foi promover a troca de experiências, não apenas sobre a participação da mulher na gestão pública, mas também sobre o combate à violência de gênero.

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Esse assunto foi o tema central da exposição da diretora-geral do Senado para uma audiência de representantes de diversos países da região, organizações civis e entidades internacionais. Ilana ressaltou que o Brasil iniciou o ano de 2018 com diversos crimes contra mulheres, mas um deles causou enorme mobilização social, que foi o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, que a transformou em um símbolo de resistência nacional.

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— Isso faz com que nós entendamos que chegamos talvez em um momento em que a violência contra a mulher não é mais naturalizada, não é mais entendida como algo natural. Não sei se ocorre nos outros países, mas no Brasil se dizia que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”. E há uma campanha muito forte para mudar essa compreensão e afirmar que somos todos responsáveis pela integridade e pelos direitos humanos – observou Ilana, que compôs a mesa de palestrantes com embaixadores do Chile, Peru, Uruguai, El Salvador e República Dominicana.

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Ilana Trombka destacou dois marcos legais conquistados pelo Brasil no avanço ao combate à violência contra a mulher: a Lei do Feminicídio (Lei 13.104, de 2015) e a Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006), que, segundo ela, fortaleceu todo o sistema de atendimento à mulher, apesar de ainda seguir em aprimoramento.

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— Ela [Lei Maria da Penha] traz uma questão fundamental, que é entender que a violência doméstica é uma questão de direitos humanos. E a partir disso, se modificou completamente o olhar sobre esse crime.

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A diretora do Senado citou ainda duas modificações positivas nesta lei conquistadas na atual legislatura: a tipificação do crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência (Lei 13.641, de 2018) e a garantia de que o atendimento policial e pericial seja feito preferencialmente por policiais mulheres (Lei 13.505, de 2017), lei que também permite à autoridade policial requisitar serviços públicos em favor da mulher vítima de violência e seus dependentes.

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No setor administrativo, Ilana lembrou que o Senado também avança. Desde abril do ano passado, a Casa reserva 2% das vagas nos contratos de terceirização a mulheres vítimas de violência doméstica, programa que vem sendo seguido por outros órgãos públicos.

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Orçamento reduzido

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A diretora-geral do Senado ressaltou, no entanto, que o enfrentamento da violência contra a mulher tem contado com menos recursos no país, ano a ano:

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— Uma nota da Consultoria de Orçamento do Senado Federal dá conta de que a partir de 2004 se verificou um decréscimo contínuo dos valores aplicados, até atingir R$ 58 milhões em 2017, o que significa R$ 870 por município. Claramente, essa é uma área que precisa de muito mais investimentos para que possamos lograr melhores índices no país.

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Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil ocupa o 5° lugar no ranking mundial de violência contra a mulher. Em 2017, foram registrados 60.018 estupros e 1.133 casos de feminicídio. Foram feitos 221.238 mil registros de violência doméstica (lesão corporal dolosa) com base na Lei Maria da Penha, o equivalente a 606 casos por dia.

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Representatividade na política

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Diferentemente de países como o México, que tem uma legislação que favorece a divisão equânime, garantindo 50% de mulheres no parlamento, no Brasil a representação não é garantida em lei, apenas a cota de candidaturas. Atualmente, o país está na última colocação latino-americana em termos de representatividade feminina no parlamento, de acordo com ranking mundial feito pela Inter-Parliamentary Union e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em termos mundiais, o Brasil ocupa a 152ª posição num total de 190 países pesquisados.

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Ao menos na administração, essa representatividade tem aumentado. Ilana destacou que a presença de mulheres em cargos de chefia no Senado passou de 12% para 32% entre 2016 e 2018.

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Agência Senado 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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