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“Processo de escrever foi doloroso”, conta blogueira Julia Faria

Saiu no site REVISTA MARIE CLAIRE:

 

Veja publicação original: “Processo de escrever foi doloroso”, conta blogueira Julia Faria

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Julia Faria participa nesta quinta-feira (9) da 25ª Bienal do Livro de São Paulo

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A blogueira e escritora Julia Faria comemora um ano do lançameto de seu primeiro livro, Para as solteiras, com amor, nesta quinta-feira (9), na 25ª Bienal do Livro de São Paulo. Ela participa da mesa Lugar de mulher é onde ela quiser.

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O bate-papo será sobre questões da mulher contemporânea com o corpo, autoimagem e relacionamento, assuntos que Julia domina e compartilha com seus cerca de 930 mil seguidores no Instagram e Twitter.

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“Eu sempre fui a amiga conselheira, uma apaixonada por comportamento humano. Sempre fui observadora e queria entender quando doía, de onde vinha aquela dor, por que eu estava sentindo aquilo, e quando estava bem e feliz, o que estava me proporcionando aquele estado de felicidade. Li muito sobre terapia”, conta Julia.

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A escritora e blogueira diz que faz análise e que isso mudou a vida dela. “Eu me divirto falando, dando e ouvindo conselhos. Falar dos outros sempre é muito mais fácil do que falar da gente, ou falar para os outros, no caso. Então sim, eu acho que sou uma amiga que sou sempre procurada em momentos de término. Mas eu adoro, meu programa favorito é sair para jantar e falar, falar, falar”, diz Julia aos risos.

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“Eu sempre fui a amiga conselheira, uma apaixonada por comportamento humano", diz Julia (Foto: Reprodução / Instagram)

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Dor e delícia de escrever

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A expectativa da escritora para a Bienal do Livro é grande. Ela participou ano passado da edição no Rio De Janeiro e não esperava que tivesse tantas pessoas. “Foi uma surpresa muito grande, eu não esperava ver tanta gente. Lancei o livro morrendo de medo, eu pensei ‘se vender quatro para minha família, eu já fico feliz’’, diz Julia.

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A escritora conta que a Bienal foi um momento de nascimento. “Acho que, agora, um ano depois é um tempo de consagração, de comemorar esse um ano de sucesso e as vendas do livro que me surpreenderam muito”.

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Julia revela que o processo de escrever o livro foi “solitário e doloroso, porque eu mexo e vasculho um monte de coisa que fica guardado dentro, que às vezes é mais confortável não olhar. Mas, valeu cada segundo e minuto, cada dor e delícia que eu fui atrás de voltar, reviver e colocar no papel”, conta.

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Dança conforme a música

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Escrever um livro não estava nos planos de Julia, assim como ser atriz, produtora e influenciadora digital. A carioca, que é jornalista por formação, conta que foi “tudo meio orgânico”.

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“Quando eu tinha uns 11 para 12 anos, fui assistir a uma conclusão de curso de teatro de uma amiga minha e me apaixonei. Senti que eu queria fazer parte daquilo e estar no palco, então me matriculei nesse mesmo curso e comecei dois meses depois. Acho que o teatro foi a única coisa que eu sonhei, desejei e quis ir atrás. O resto, as coisas acabaram sendo meio orgânicas. O site veio entre uma novela e outra, eu estava fazendo testes e esperando algumas oportunidades aparecerem, aí comecei a escrever. Eu sempre gostei muito, minha primeira faculdade foi de jornalismo, inclusive. Comecei a escrever de brincadeira e logo eu recebi e-mails e telefonemas de empresas querendo patrocinar e entrar junto no site. Fui entendendo que isso poderia ser um business”, conta Julia.

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Além de escritora, Julia é atriz, produtora e influenciadora digital (Foto: Divulgação)

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Por causo dos textos que escreve para o seu site, surgiu o convite para o livro. “O convite veio em cima das crônicas que eu escrevia no site, então foi tudo meio que acontecendo e aparecendo”, diz a escritora que tem seus textos replicados nas redes sociais.

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“Eu já usava o Twitter e aí o Instagram surgiu. Eu sempre fui muito ligada em tecnologia, então descobri o Insta, fui fuçar para usar. Por que não começar a escrever em um site sem limites de caracteres? Nada foi planejado, tudo foi meio acontecendo.  Eu brinco que eu vou dançando conforme a música”, diz Julia.

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Textos que aquecem o coração

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Os textos de Julia que mais fazem sucesso são os que ela fala sobre amor e relacionamentos. Seus seguidores, a maioria mulheres, buscam dicas de como ser feliz em uma relação. Mas o que é mais difícil em um namoro ou casamento?

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“Acredito que cada caso é um caso. Para as mulheres que estão em relacionamento e as que estão fora, as que estão enroladas, enfim, para quem se relaciona com meninos, com meninas, tem dificuldade em todo lugar. Se relacionar é muito difícil, você vai ter que ceder o tempo inteiro, até quando tudo vai muito bem. Você está lidando com duas pessoas, duas vontades, dois valores. E por mais que seja muito próximo, sempre tem expectativas diferentes e vontades diferentes”, diz Julia.

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"A dica pra ser feliz é não aceitar nada menos do que decidiu que merece", diz Julia (Foto: Reprodução / Instagram)

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Julia conta que não dá para generalizar. “Falando de qualquer tipo de relação, você vai ter que ceder e se frustrar e suas expectativas dependem de outra pessoa e não só de você, mas em qualquer relação, seja de amigo, de irmão, de família, de namorado, casado. Acho que no final das contas, a gente tem que ir atrás do que faz sentido, do que faz bem se for para estar junto. E se for estar junto, tá junto, se for sair fora, sair fora, basicamente não ter medo de tomar nenhuma decisão experimental, por mais que todos os indícios sejam contra. É de fazer o que o seu coração acha que faz sentido naquela hora”, aconselha a escritora.

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Conselho com amor para as solteiras

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“Minha dica para uma solteira feliz é a mesma dica para uma casada feliz. As pessoas acham que a solteira, por ser solteira, é mais difícil ser feliz. E a pessoa que está em um relacionamento, é mais difícil ter alguma dificuldade. Mas a felicidade e a dificuldade estão aí para a mulher e para o homem, casado ou solteiro”, diz Julia.

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A escritora diz que é errado o que se vende culturalmente que a pessoal solteira está mais propícia a estar infeliz. “Para qualquer pessoa ser mais feliz, ela precisa ter muita certeza de quem ela é e o que ela quer. De quais são seus valores, seus desejos e que tipo de relacionamento quer ter, porque uma vez que você tem esse nível de aceitação e de amor próprio, de saber o que você quer, o que você merece, você estabelece que não vai ter menos que isso. E é uma conta que só você pode fazer. E aí você vai tomar qualquer decisão. A dica pra ser feliz é não aceitar nada menos do que decidiu que merece. Não topar nada que saia do seu limite. E em cima disso, toma su

 

 

 

 

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Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

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