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Parlamento japonês aprova lei para estimular igualdade de gênero nas eleições

Saiu no site AFP:

 

Veja publicação original: Parlamento japonês aprova lei para estimular igualdade de gênero nas eleições

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O Parlamento japonês aprovou nesta quarta-feira uma lei que pretende ajudar o acesso das mulheres a cargos políticos nacionais e regionais, em um país dominado pela representação masculina.

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“Durante as eleições para a Câmara dos Deputados, Senado e assembleias locais, a escolha de candidatos dos partidos e de outras formações políticas deve ser feita buscando, na medida do possível, um número igual de homens e mulheres”, afirma o artigo 2 da lei.

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“Estou muito feliz e tenho a esperança de que com esta lei o mundo político japonês mude, quero acreditar que isto acontecerá. Isto fará com que os eleitores entendam que a política não é apenas um trabalho de homens e espero que incentive as mulheres a participar”, declarou ao canal NHK a ministra da Condição Feminina, Seiko Noda.

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O impacto do texto, no entanto, não está garantido porque as medidas não são acompanhadas por nenhuma obrigação ou sanção específica. Apesar da exigência de esforços ao estabelecer regras para a maior representação feminina, a lei insiste na liberdade para designar candidatos.

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Atualmente, o Parlamento japonês tem quase 10% de mulheres, número similar nas assembleias estaduais, com 14,8% de representação nas assembleias municipais. Além disso, 70% das representantes têm mais de 50 anos.

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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