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Fundo de População da ONU participa de congresso sobre violência sexual contra jovens no Brasil

Saiu no site ONU BRASIL:

 

Veja publicação original: Fundo de População da ONU participa de congresso sobre violência sexual contra jovens no Brasil

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O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participa na próxima segunda-feira (14) do “II Congresso Brasileiro de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes”, em Brasília.

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Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), das notificações de estupro em 2011, mais de 70% tinham, por vítimas, menores de idade.

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O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) participa na próxima segunda-feira (14) do “II Congresso Brasileiro de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes”. Em Brasília, evento discute avanços e desafios no combate a esse tipo de violação dos direitos humanos.

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Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), das notificações de estupro em 2011, mais de metade das vítimas tinha menos de 13 anos de idade. No mesmo ano, o organismo identificou que 88,5% das vítimas eram do sexo feminino e 51% eram de cor preta ou parda. O IPEA estima que, em 2011, mais de 70% dos estupros vitimaram menores de idade.

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Ana Cláudia Pereira, oficial de programa de Gênero, Raça e Etnia/Cooperação Sul-Sul do UNFPA, afirma que “os dados nos ajudam identificar padrões preocupantes e a propor medidas de proteção”. “Idade, gênero e raça/cor constituem importantes fatores de vulnerabilidade e é necessário refletir sobre as desigualdades que concorrem para este cenário”, alerta a especialista.

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O congresso na capital federal reunirá convidados internacionais, jovens, conselheiros tutelares, magistrados e representantes da sociedade civil e do setor privado. Programação de debates começa em 14 de maio e se estende até quarta-feira (16), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

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As discussões abordarão metodologias e ações para reduzir as agressões contra meninos e meninas. Diálogos terão como referência o Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (PNEVESCA) e o Plano Decenal. Atividades do encontro também terão entre seus temas questões de diversidade, equidade, políticas públicas e sustentabilidade.

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Na semana do congresso, o Brasil comemora os 18 anos da Lei Federal 9.970/00, adotada em 17 de maio de 2000. A legislação instituiu o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, observado em 18 de maio. Em 2018, também são lembrados os 70 Anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e os 27 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente.

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Durante o evento, será realizado um balanço das conquistas e obstáculos de implementação da “Carta do Rio de Janeiro 2008”, documento acordado no 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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