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Movimento pela Mulher na Cidade Tiradentes – novembro 2015

A ideia de unir a corrida à causa social da luta pelos direitos da mulher surgiu quando estava em uma viagem ao Estados Unidos participando da meia-maratona de Nova Iorque, em março de 2013, e vi que ela era tendência esse tipo de evento em vários Estados norte-americanos. Pesquisei e vi que era tendência também na França, Itália e Espanha.

Não consegui parar de pensar nisso desde então. De um lado o trabalho que tanto amo, de outro lado a minha válvula de escape, a minha paixão, o meu hobby. E porque não unir os dois? Por que não incentivar as mulheres a praticarem esporte? A corrida me faz tão bem, me ajuda a encarar o dia-a-dia e toda a violência que indiretamente acabo sofrendo por me deparar todos os dias com tantos casos de violência contra a mulher. Como compartilhar esse estilo de vida?

Aos poucos fui tentando operacionalizar essa combinação e em 2013 realizamos na Cidade Universitária a primeira corrida “Mulher de verdade não aceita violência”. De lá para cá realizamos mais alguns eventos e em março de 2015 reunimos mais de 2500 pessoas correndo lado a lado no Parque do Ibirapuera pelo fim da violência contra a mulher. Surgiu o Movimento pela Mulher.

A promotora de Justiça Fabiola Sucasas, minha amiga e grande profisisonal, também corredora e que sempre esteve presente desde o primeiro treino, resolveu levar o Movimento para a Cidade Tiradentes, onde atua no Grupo de Enfrentamento da Violência contra a Mulher do MP é idealizadora do projeto “Prevenção da Violência Doméstica com a Estratégia de Saúde da Família” Saúde, que possibilita a capacitação dos agentes comunitários de saúde no combate à violência contra a mulher. E não é que deu certo?

Não poderia ser diferente. Fiquei impressionada com a articulação e envolvimento de toda a rede protetiva dos direitos da mulheres e da saúde da Cidade Tiradentes , bem como da sub-prefeitura e da própria equipe da Dra. Fabiola.

Compareceram mais de 500 pessoas, tivemos camiseta, hidratação, kit, DJ, show, teatro e finalizamos com a participação do campeão mundial de skate Sandro Dias e sua equipe, dando um show na pista não só da prática do esporte, mas também de simpatia e humildade. Todos aderiram à campanha Eles por Elas, da ONU Mulheres, chamando os homens a abraçarem a causa.

Para fechar com chave de ouro, contamos com a presença do skatista e também promotor de justiça Enilson Komono, que desenvolve o projeto Wise Madness, um trabalho social pioneiro com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e a prática do skate.

Parabéns a Fabiola Sucasas, a toda a rede da Cidade Tiradentes, aos Skatistas Sandro Dias e sua equipe e ao colega Enilson Komono.

Investir e acreditar no esporte como meio de integração social, promoção da saúde de qualidade de vida é sinônimo de desenvolvimento e felicidade.

Que venham mais eventos como esse. Foi muito mais que uma corrida, foi uma grande festa.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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