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Patrulha Maria da Penha contabiliza 218 medidas protetivas

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Veja publicação original:  Patrulha Maria da Penha contabiliza 218 medidas protetivas

 

Implantada em maio deste ano, programa contabiliza 3.955 rondas periódicas realizadas.

 

A Patrulha Maria da Penha, implantada em maio deste ano pela Prefeitura de Piracicaba (SP), por meio da Guarda Civil, já contabiliza 218 medidas protetivas recebidas, 3.955 rondas periódicas realizadas e a prisão em flagrante de dois agressores. A medida protetiva, uma das formas de coibir a violência contra a mulher, é aplicada após denúncia de agressão pela vítima.

 

 

“Segundo dados do Governo Federal, do Mapa da Violência 2012: Homicídio de Mulheres no Brasil, é principalmente no ambiente doméstico que as mulheres mais sofrem violência. A taxa de ocorrência nesse ambiente é 71,8%, enquanto que em vias públicas é 15,6%. A Patrulha Maria da Penha tem desenvolvido um trabalho importante para coibir essa violência e é mais uma das ferramentas de apoio do município, que já possui o Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência e Conselho Municipal da Mulher, entre outros, para garantir o seu direito”, observou o prefeito Barjas Negri.

 

 

A comandante da Guarda Civil, Lucineide Maciel, ressalta que a Patrulha Maria da Penha atua na proteção, prevenção, monitoramento e acompanhamento das mulheres vítimas de violência doméstica, com uma equipe composta por oito guardas-civis: quatro homens e quatro mulheres. “A equipe trabalha 24 horas ininterruptas para fiscalizar as medidas protetivas determinadas judicialmente. A atuação é de forma preventiva, ou seja, para evitar novas violências de gênero”, observa.

 

 

A atuação da equipe também consiste em entrevistas com essas mulheres com a finalidade de encaminhá-las a serviços de apoio, como o Centro de Referência e Saúde da Mulher Vítima de Violência, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e informando o Poder Judiciário no caso de o agressor descumprir a medida protetiva.

 

 

Dia a dia

 
De acordo com Sonia Pateis, coordenadora da Patrulha, na medida que o projeto avança, ele se torna mais conhecido e divulgado pela mídia ou pela própria vítima. A coordenadora conta que os casos mais comuns de violência registrados contra a mulher em Piracicaba, nestes cinco meses, estão relacionados à denúncia de ex-companheiros, principalmente aqueles que têm algum vício, seja ligado à bebida alcoólica ou a drogas. “A maior dificuldade dos patrulheiros é quando, em meio a agressões, há crianças ou idosos envolvidos. Isso exige uma atenção ainda maior”, revela.

 

 

Sonia informa que, após a implantação do serviço, as vítimas se sentem mais seguras para denunciar. “A Patrulha Maria da Penha faz essas vítimas se sentirem apoiadas. Quando fazemos o contato com elas em suas casas, elas relatam situações que deixaram de relatar antes, na delegacia”, revela. “É cedo para fazermos uma avaliação dos índices de redução da violência doméstica e familiar porque o projeto acabou de ser implantado. Mesmo assim, a aceitação, pelas vitimas e pela população, de uma forma geral, é bastante gratificante, mas temos muito ainda a fazer”, pondera.

 

 

Serviço

 
Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelos seguintes canais: Guarda Civil (153), Central de Atendimento à Mulher em situação de Violência (180) e Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), na Rua Alferes José Caetano, 1.018, telefone 3433-5878.

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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