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Chiara Ferragni, a blogueira número um do mundo

Saiu no site REVISTA ESTILO:

 

Veja publicação original:   Chiara Ferragni, a blogueira número um do mundo
Por Patricia Oyama

Com milhões de seguidores no Instagram, uma marca de acessórios e parcerias com grifes poderosas, a italiana é a maior influencer de moda do mundo.

 

A primeira série de vídeos do novo canal no YouTube da italiana Chiara Ferragni foi batizada simplesmente de “Chiara doing things” (“Chiara fazendo coisas”). São viagens, passeios com os amigos, brincadeiras com o namorado, esses momentos descontraídos que todo mundo curte na vida – mas, no caso dela, com certas peculiaridades.

 

Algumas coisas que Chiara faz: mostra seu look antes de entrar num evento (um longo azul-celeste do designer Ermanno Scervino, usado na premiação deste ano do Globo de Ouro), confessa que escolheu a balada errada e volta mais cedo para casa (uma festa da Fendi, escolhida entre cinco convites para a mesma noite, na semana de moda de Nova York), exibe o quarto de hotel onde está hospedada (a suíte presidencial do Royal Monceau, em Paris, com 330 m² e diárias a partir de 25 mil euros).

 

 

Aos 30 anos, Chiara Ferragni não cabe mais no rótulo de blogueira de moda – ainda que, quando se refiram a ela, a definição venha acompanhada de “a mais influente do mundo”. A moça é uma potência: colabora com dezenas de grifes internacionais, seja associando sua imagem a labels como DiorChanel e Louis Vuitton, seja palpitando no desenho de peças clássicas, como numa edição customizada da calça jeans Levi’s 501. Ataca até de figurinista: o espetáculo de patinação no gelo Intimissimi on Ice, que a empresa de lingerie italiana apresenta em outubro, terá figurinos assinados por ela.

 

Também atua como modelo (fez recentemente a campanha da Amazon Fashion), é embaixadora da Pantene e ainda tem uma marca e loja próprias de sapatos e acessórios – as peças, com design de Chiara, são facilmente identificáveis pelo desenho de uma piscadela.

Seu site, o The Blonde Salad, evoluiu de blog pessoal para uma publicação online de estilo, com uma equipe de 16 pessoas. Mais: desde o ano passado, é uma “plataforma de experiências de 360º”, como define sua fundadora. Ou seja: acesse o site, saiba quais as últimas tendências, confira os looks e, se gostar de algum, é só clicar e encomendar o seu. Um modus operandi em linha com o conceito de “see now, buy now”, que adora. “Pessoalmente, acho muito gratificante poder comprar alguma coisa assim que quero e não ter de esperar seis meses para que ela chegue às lojas”, disse em entrevista à ESTILO.

Os itens à venda são todos selecionados pela própria Chiara: “É por isso que amo esse projeto. No e-commerce, você só encontra marcas e produtos que eu também usaria”. De fato, ela exibe várias peças da loja online em seu perfil no Instagram, que acumula 10,3 milhões de seguidores. Garota-propaganda melhor, impossível.

Chiara, 1,77 m de altura e medidas irrepreensíveis, tem plena consciência dos ângulos que mais a favorecem e que luz ou make usar para realçar seus olhos azuis, como pôde comprovar nossa equipe durante o ensaio fotográfico que você vê nestas páginas. Foram seis horas de cliques em Venice BeachLos Angeles, no final de abril. Moderada na alimentação, comeu uma salada caesar com frango e beliscou algo da mesa de café. Reclamou só um pouco do frio – apesar do dia lindo de primavera, ventava bastante na praia –, mas aguentou firme, mesmo com looks vaporosos (todos da coleção pre-fall 2017/2018 da Dior).

Profissionalismo, foco e um ótimo senso de oportunidade são alguns dos fatores que contribuíram para o sucesso da garota nascida em Cremona, cidade na Lombardia, perto de Milão. Filha de um dentista, Chiara atribui à mãe, Marina di Guardo, ex-funcionária da marca Bluemarine, sua paixão por moda e fotografia. “Ela é meu ícone”, diz a mais velha de três irmãs. A mais nova, Valentina Ferragni, segue os passos da primogênita e contabiliza mais de 1 milhão de followers no Instagram atualmente.

A carreira da influencer de moda número um do mundo teve início em 2006, quando começou a postar selfies na plataforma online de fotos Flickr. Dois anos depois, já tinha milhares de seguidores. Em 2009, inspirada no sucesso das blogueiras de moda norte-americanas, criou o blog The Blonde Salad, junto com o então namorado, Riccardo Pozzoli.

Com um séquito vindo das redes sociais, o blog já começou bombando. Não demorou muito para Chiara, à época estudante de direito da Universidade Luigi Bocconi, de Milão, começar a receber os mais cobiçados convites para o circuito da moda. A partir daí, a loira fez valer cada caractere da hashtag #theblondesaladneverstops.

À medida que o sotaque italiano de Chiara nos vídeos diminuía, as produções ficavam mais elaboradas, os looks, mais sofisticados, e os seguidores se multiplicavam (e seguem se multiplicando) exponencialmente.

Estilo com personalidade, ela demonstra ter desde os primórdios. Com acesso a uma infinidade de marcas, então, falta calendário para tanto look do dia.

Num post, ela veste um longo Roberto Cavalli bordado com cristais. Em outro, é toda segurança usando um short jeans desfiado e uma camiseta com estampa de Bart Simpson. Navega por todas as tendências, mas não cai em armadilhas de fashion victims. E ainda usa a moda para se posicionar: Chiara foi uma das primeiras personalidades a aparecer nas ruas com a camiseta-manifesto mais badalada dos últimos tempos, da Dior, que traz a inscrição “we should all be feminists” (nós todos deveríamos ser feministas), combinada com uma saia mídi transparente e uma hot pants também da grife. “Maria Grazia (Maria Grazia Chiuri, diretora-criativa da marca) está realmente fazendo sua voz ser ouvida”, elogia. “Com uma designer, a Dior entrou numa nova era, da qual eu me sinto muito próxima”, completa.

Milão é uma ótima cidade para fazer compras se você quiser marcas de luxo, mas, para vintage lovers como eu, LA é a melhor

Chiara Ferragni

A blogueira define seu estilo como um mix de peças vintage e contemporâneas: “Meu estilo é ousado, mas espontâneo. Realmente depende do meu humor”, descreve. “Amo adicionar um toque pessoal com acessórios ou tops que encontro na Depop (brechó virtual em forma de aplicativo) ou nos mercados vintage”, conta. Esse, aliás, é um dos motivos que fazem a italiana amar Los Angeles, para onde se mudou há três anos. “Milão é uma ótima cidade para fazer compras se você quiser marcas de luxo, mas, para vintage lovers como eu, LA é a melhor”, garante.

E dá uma dica: o mercado de pulgas de Fairfax, onde você pode achar bolsas Chanel, jaquetas de couro e T-shirts antiguinhas de bandas de rock. Quando tem um dia livre na cidade, Chiara gosta de sair de manhã para comer um bowl de açaí. “Para começar meu dia de um jeito bem saudável.” Curte fazer trilhas perto do famoso letreiro de Hollywood e se bronzear em Malibu.

Mas a verdade é que a rotina da italiana é não ter rotina: “Um dia estou viajando para um novo país. Em outro, estou em desfiles de moda ou eventos. No seguinte, estou só passeando com os amigos e a família e relaxando”, enumera. Com tantas demandas no trabalho, ainda não deu conta de terminar a faculdade de direito – estava quase se formando quando o The Blonde Salad estourou. Em compensação, ela e seu site foram um objeto de estudo na Universidade de Harvard em 2014.

Não é para menos: Chiara e sua empresa, a TBS Crew, têm um rendimento anual estimado de 12 milhões de dólares. Este ano, ela retornou à prestigiada universidade norte-americana para fazer uma leitura do seu estudo de caso. Foi acompanhada do cofundador do site e ex–namorado, Riccardo Pozzoli (hoje seu melhor amigo e CEO da TBS Crew), e da Barbie feita à sua imagem e semelhança. Sim, a Mattel fez uma Barbie especialmente para a blogueira, com sobrancelhas marcantes e olhos azuis. Para a tristeza dos fãs, a boneca é única e não está à venda.

“Chiara é um case e eu me inspiro em várias coisas nela, inclusive nessa mulher de negócios que ela se tornou. Ela é uma referência para todas as meninas do mundo digital”, diz a influencer brasileira de moda Helena Bordon, que encontra frequentemente a amiga italiana nas primeiras filas dos desfiles e, como ela, entrou para o ranking dos blogueiros de moda mais influentes do mundo, feito pelo site Fashionista. Para Helena, a grande qualidade de Chiara é a autenticidade. “Ela mostra mesmo a vida dela, o que ela é, seu estilo”, diz.

Nas redes sociais, Chiara alterna imagens glamourosas com cenas de gente-como-a-gente (mas com aquelas peculiaridades citadas no início do texto). Faz caretas, já apareceu com o rosto lambuzado de creme de beleza e até tropeçando no saltão.

Os seguidores conhecem Matilda, sua buldogue, lamentaram o fim do namoro com Pollozi, viram fotos do namorado seguinte (o fotógrafo Andrew Arthur) e agora acompanham a história de amor de Chiara e do rapper italiano Fedez.

Em maio, Fedez pediu a namorada em casamento no meio de um show, em Verona – tudo televisionado pela TV italiana e posteriormente curtido à exaustão na web.

Leia Mais: Chiara Ferragni é pedida em casamento no palco do namorado Fedez

.Com agendas concorridas, os noivos fazem malabarismos para ficar juntos. No dia do ensaio para a ESTILO, o cantor foi encontrar Chiara na praia, no final da tarde, e foi recebido com muitos beijos e abraços. De lá, o casal ia com uma turma de amigos para Las Vegas. Afinal de contas, essa moça entende de moda, aprendeu como poucos a ganhar dinheiro e sabe, sobretudo, como se divertir… #chiaradoingthings.

 

Beleza: Claudio Belizario (S.D MGMT) com produtos Dior e Lowell. Produção executiva: Gade de Santana. Tratamento de imagem: Factory Retouch. Assistente de fotografia: Eduardo da Costa.

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Preliminares rejeitadas Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Lucimeire Maria da Silva, afastou inicialmente a alegação de inépcia da inicial. Segundo a magistrada, a petição apresentou de forma lógica a causa de pedir e os fatos e fundamentos jurídicos necessários ao exercício do contraditório. Também rejeitou a alegação de cerceamento de defesa. O voto destacou que os réus participaram virtualmente da audiência e tiveram oportunidade de prestar depoimento pessoal, mas a produção da prova foi inviabilizada por eles próprios. Conforme registrado na ata, os réus foram instados três vezes a abrir a câmera. Quando um deles finalmente o fez, constatou-se que ambos estavam no mesmo ambiente. Mesmo após duas determinações para que permanecessem separados, de modo a preservar a incomunicabilidade entre os depoentes, eles não atenderam à ordem. Provas da espionagem No mérito, a desembargadora afastou a alegação de insuficiência de provas. Além da perícia realizada no aparelho, destacou os depoimentos que descreveram como ocorreu a instalação do programa e a forma de acesso às informações. Conforme ressaltou, tanto a vítima quanto os informantes afirmaram que os réus chegaram a mostrar à mulher informações e imagens obtidas pelo aplicativo, em uma espécie de intimidação. Para a relatora, o conjunto probatório demonstrou suficientemente que a mulher foi submetida a reiterada perseguição pelo ex-companheiro e pelo filho, que instalaram o aplicativo para monitorar suas ligações, localização e outros dados pessoais. Violação da intimidade Ao analisar a responsabilidade civil, a magistrada considerou que o monitoramento clandestino representou ingerência abusiva na esfera privada da mulher e violou direitos da personalidade, especialmente a intimidade, a vida privada e a liberdade individual. Segundo o voto, a instalação de mecanismo de vigilância sem consentimento caracterizou ato ilícito, nos termos do art. 186 do CC. Comprovados também o dano e o nexo causal, incidiu o dever de indenizar previsto no art. 927. A relatora o dano moral in re ipsa. De acordo com ela, a gravidade da violação à esfera íntima torna desnecessária a demonstração específica do prejuízo. Conforme afirmou, a vigilância constante, mediante interceptação de dados pessoais e monitoramento da rotina, ultrapassou mero dissabor e atingiu a dignidade, a autonomia e a segurança emocional da vítima. Violência doméstica Outro ponto destacado foi o enquadramento da conduta na lei Maria da Penha. Para a magistrada, o vínculo familiar não reduz a gravidade dos fatos, ao contrário, aumenta a reprovabilidade do comportamento, diante dos deveres de lealdade, respeito e proteção esperados nas relações familiares. A relatora observou que a instalação do aplicativo para acompanhar comunicações, deslocamentos e a rotina da mulher constitui forma de controle abusivo e invasivo no âmbito familiar. Assim, enquadrou a prática nas modalidades de violência psicológica e moral previstas no art. 7º da lei 11.340/06. Segundo o voto, a vigilância clandestina submeteu a vítima a situação de permanente controle e violação de sua esfera íntima, afetando diretamente sua liberdade e integridade psíquica. “A utilização de mecanismos tecnológicos para vigilância não autorizada intensifica a reprovabilidade do comportamento, evidenciando dolo e deliberada intenção de controle”, registrou. Indenização majorada Ao examinar o recurso da vítima, a relatora concluiu que os R$ 5 mil fixados contra cada réu eram insuficientes diante das circunstâncias do caso. Segundo o voto, a definição do dano moral deve considerar a situação das partes, a extensão do dano e a gravidade da culpa, além de observar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, sem permitir enriquecimento sem causa nem reduzir a condenação a montante incapaz de cumprir sua função preventiva e corretiva. No caso, a desembargadora classificou a conduta dos réus como “extremamente reprovável” e destacou o real constrangimento imposto à vítima. Assim, fixou a reparação em R$ 6 mil por réu, totalizando R$ 12 mil, valor considerado mais adequado para compensar a violação aos direitos da personalidade e desestimular novos atos ilícitos. O entendimento foi acompanhado pelo colegiado. Processo: 0710401-64.2022.8.07.0005 Epa! Vimos que você copiou o texto. Sem problemas, desde que cite o link: https://www.migalhas.com.br/quentes/462340/filho-e-ex-indenizarao-por-espionar-celular-de-mulher-apos-termino

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