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“Lute contra quem diz que você não pode”, diz Marta para si

Saiu no site REVISTA CLAUDIA:

 

Veja publicação original:  “Lute contra quem diz que você não pode”, diz Marta para si

 

Com palavras emocionantes, carta é direcionada à atleta quando tinha 14 anos, momento em que iniciava sua carreira no futebol

 

Por Anna Laura Moura

 

“Querida Marta de 14 anos de idade”, é como carinhosamente a carta começa. Publicada ontem no site The Players Tribune, a atleta considerada a melhor do mundo no futebol feminino por cinco vezes pela FIFA refletiu sobre sua trajetória. E ficou lindo.

 

Marta conta na carta que tudo começou quando ainda era adolescente, ao viajar para o Rio de Janeiro. “Este ônibus… te levará para realizar o teu sonho, o sonho de se tornar uma jogadora de futebol profissional”.

Ainda na carta, a jogadora expõe como a situação era diferente para ela. “(…) Vai te levar para os campeonatos europeus, Copas do Mundo, Jogos Olímpicos, prêmios de melhor jogadora do mundo (e isto ainda nem existe na tua época)”.

A atleta, com palavras emocionantes, conta que sofreu machismo por ser uma menina que amava futebol. “Você recebeu olhares estranhos e comentários maldosos todos os dias simplesmente porque você era uma garota. Uma garota que amava futebol. (…) Não havia outras garotas jogando futebol”, desabafa.

Leia mais: Marta é melhor que Neymar, Feliciano, Bolsonaro e MC Biel

Além do machismo, Marta também sofreu tentativas de boicote. “Você pode jogar, eles diziam, mas só com o time formado por jogadores do bairro que não eram tão bons. (…) Não que isso importasse“. A jogadora deixou claro que mesmo naquela época, ela já era firme. “Eu jogarei com quem quer que seja”.

No decorrer da carta, ela descreve como seria todo o seu trajeto, com altos e baixos, até alcançar o sucesso atual que todas nós respeitamos. Mas ela ensina que o mais importante é acreditar em si mesma e na sua força, como uma mulher talentosa, competente e segura de si.

Mulher, negra, nordestina e cinco vezes a melhor do mundo, Marta nos ensina uma lição. “Lute contra o preconceito. Lute contra a falta de apoio. Lute contra tudo isso – os meninos, as pessoas que dizem que você não pode“, diz.

 

 

 

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