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6º e 7º ENCONTRO DO PROJETO TEMPO DE DESPERTAR

(13 e 27 de junho)

Estamos chegando ao final do Projeto ‘’Tempo de Despertar – Ressocialização do Agressor’’. No 6º encontro o tema foi: Álcool e Drogas, Sexualidade, trabalho, motivação, saúde e qualidade de vida.

Tivemos a presença ilustre do DR. FLÁVIO TORRES DUAYER – Clínico Geral e Sanitarista que falou sobre o ilustre Professor Paulo Freire, educador, pedagogo e filosofo brasileiro – que é considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado ‘’pedagogia crítica’’, que defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a ler o mundo.

Ele também falou sobre sexualidade e a necessidade de cuidar da saúde. O Dr. Flávio finalizou sua apresentação falando sobre álcool e drogas, advertindo-os da importância de cuidarem se sua saúde física e mental, asseverando que poucos homens procuram o serviço público de saúde.

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7º Encontro Tempo de Despertar

Tema – Continuidade: Sexualidade, trabalho, motivação, saúde e qualidade de vida

Hoje recebemos o querido Dr. Ricardo Moraes, advogado e psicólogo, atualmente, gerente da clínica DST e Hepatites Virais de Taboão da Serra/SP, que nos honrou com sua palestra sobre Sexualidade e apresentou dados e casos reais sobre DST e AIDS.

Falamos sobre a importância em respeitar a escolha da parceira nas relações sexuais e frisei a inadmissibilidade da imposição de qualquer prática sexual contra a vontade da mulher: é crime, é estupro. Mesmo entre marido e mulher, há necessidade do consentimento.

Apresentamos aos participantes a tipificação penal do “STEALTHING”, tipo penal caracterizado pelo ato em que qualifica o ato de o homem retirar a camisinha durante a relação sexual, sem o consentimento da mulher, considerado como crime de estupro mediante fraude. Muito importante essa conscientização.

Falou-se também sobre a importância de se prevenir sexualmente e todo tratamento de saúde disponível para homens na rede de saúde.

Após a palestra, como de praxe, o mediador dos grupos reflexivos, Sérgio Barbosa, organizou as rodas de conversas e alguns questionamentos foram pontuados, com reflexões e muitos debates.

Uma das perguntas feitas pelo Sérgio foi: “Qual a última vez que vocês fizeram alguém sentir medo?”

Seguem algumas respostas dos homens participantes dos programas:

-Minha família, fiz minha família sentir medo.

-Eu já tinha agredido minha esposa outras vezes, a fiz sentir medo várias vezes.

-Fiz minha esposa sentir medo, fui impulsivo e tive um ataque de fúria, de ciúmes, fiz ela sentir medo e me arrependo.

-Causei medo nela por ciúmes e ofensas com palavras, isso aqui para mim foi uma grande escola, se eu pudesse faria esse curso mais vezes. Hoje estou em outro relacionamento e estou conseguindo administrar essa relação, hoje sou completamente diferente com minha parceira atual.

-Isso aqui é uma escola para mim, acredito que se tivesse esse tipo de palestras em escolas, a sociedade seria modificada. Hoje eu consigo refletir sobre minha postura como pai e como marido, aprendi muito, obrigado.

-Eu nunca fui convidado para participar de palestras como essa, vejo a importância desse programa ser obrigatório, reconheço que é difícil aceitar vir voluntariamente.

Encerro esse dia com muita esperança e certeza de que estou no caminho certo com esse projeto voltado para os homens.

Percebo uma mudança considerável no comportamento desses homens e o interesse deles em desconstruir o machismo e o preconceito. Dá trabalho, mas é gratificante.

Neste encontro de hoje, contamos com a presença da jornalista Renata Mendonça do jornal BBC Brasil, que nos acompanhou em alguns encontros e está desenvolvendo uma matéria minuciosa, detalhando cada passo deste projeto, agradeço-a imensamente por toda dedicação e engajamento.

Neste dia 27 foi o penúltimo encontro da 4a Edição do Projeto Tempo de Despertar- ressocialização do autor de violência doméstica. Tivemos a presença da equipe de São Sebastião, que veio conhecer o projeto para implementa-lo por lá. Até agora, ZERO reincidência. O índice NACIONAL de reincidência da violência doméstica nos locais em que há programas de ressocialização do agressor é de 2%. Sem os programas, a reincidência gira em torno de 65%. Resultados positivos e animadores. #tempodedespertar #nenhumamulhermereceviolencia

Estendo também meus agradecimentos a querida repórter Tory Helena Ricardo de Oliveira, da Carta Capital.

 

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Não tenho a pretensão de transformar e modificar todos os homens que fazem parte deste programa Tempo de Despertar, mas se conseguirmos modificar pelo menos um deles e evitar que ele cometa violência contra as mulheres, já vale muito a pena. Mas tenho certeza que vamos transformar mais de um.

Obrigada.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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