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Violência contra a mulher ganha visibilidade mundial

Saiu no site CORREIO LAGEANO:

 

Veja publicação original:   Violência contra a mulher ganha visibilidade mundial

 

Segundo o Mapa da Violência em Santa Catarina, Lages ocupa a incômoda 12ª posição no Estado e 714º no país no índice de violência contra a mulher. O ranking não chega a ser uma novidade, mas escancara um drama que afeta milhares de mulheres e motiva a realização de debates e a criação de políticas públicas. Ontem, porém, a iniciativa de atrizes de Hollywood, ao criar um grupo para enfrentar o assédio e outros tipos de violência contra a mulher mostrou que o problema não se restringe a Lages, Santa Catarina ou Brasil, é global.

Mais de 300 atrizes, escritoras, diretoras, agentes e outras executivas do entretenimento revelaram uma iniciativa para enfrentar o assédio sexual generalizado em Hollywood e em empregos da classe trabalhadora em todo os Estados Unidos.

O plano, chamado Time’s Up, inclui um fundo de defesa legal que até ontem havia arrecadado 14 milhões de dólares da sua meta de 15 milhões, para proporcionar apoio legal subsidiado a mulheres e homens que foram sexualmente assediados, agredidos ou abusados em seu local de trabalho. A iniciativa presta atenção especial a pessoas com baixos salários, como empregadas domésticas, porteiros, garçonetes, trabalhadores de fábricas e da agricultura. “Com muita frequência, o assédio persiste porque os perpetradores e os empregadores nunca enfrentam nenhuma consequência”, expressaram as promotoras do plano em uma carta aberta publicada no site do grupo, assim como em um anúncio de página inteira no The New York Times e no jornal em espanhol La Opinión.

>Igualdade_ Time’s Up, que se traduziria como “o tempo acabou”, também pede que haja mais mulheres em postos de poder e liderança, assim como igualdade de benefícios, oportunidades, remuneração e representação para as mulheres. O movimento conclama as mulheres para se vestirem de preto na cerimônia dos Globos de Ouro, como uma declaração contra a desigualdade de gênero e racial, assim como para aumentar a consciência sobre os esforços do grupo.

>O motivo_ O movimento se formou depois de que uma avalanche de acusações pôs fim à carreira de homens poderosos do entretenimento, dos negócios, da política e dos meios de comunicação, provocada pelo escândalo de má conduta sexual do produtor de Hollywood Harvey Weinstein. A ação surgiu inicialmente para proteger mulheres que não possuem condições de defesa, de apoio. Depois, decidiu-se também incluir homens que por vezes também são assediados.

>Violência_ De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina (SSP-SC), em nove meses de 2017, foram registrados 18.292 casos de agressões. Na média, são 67 casos por dia, entre estupros, tentativas de estupro, lesões corporais dolosas, tentativa de homicídio e feminicídios.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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