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Suspeito de matar ex-mulher na Zona Leste de SP se entrega à polícia
Saiu no site G1: 
O consultor Chateaubriand Filho havia desaparecido após o crime.
Mulher foi encontrada morta em apartamento e já havia registrado B.O.
O consultor Chateaubriand Bandeira Diniz Filho, suspeito de matar a ex-mulher, se entregou à polícia de São Paulo no início da tarde desta terça-feira (20). O corpo da vítima foi encontrado no apartamento da família, no bairro do Belém, na Zona Leste de capital paulista.
 
A bancária Mariana Marcondes, de 43 anos, foi encontrada morta no imóvel nesta segunda-feira (19). Segundo o advogado do suspeito, ele confessou que matou a ex-mulher no sábado (17) por causa de uma discussão.
 
“Ele matou e assume essa autoria. Na discussão acabou matando a Mariana, infelizmente’, disse o defensor Alexandre de Sá Domingues.
 
Depois, foi para o Rio de Janeiro com os filhos Joseph, de 6 anos, e Manuela, de 9 anos. Chateaubriand deixou as crianças na casa do pai e voltou para São Paulo para se entregar, segundo sua defesa.
 
Mariana estava desempregada e por isso ainda morava com o ex-marido e com os filhos no apartamento do Belém. Ela já tinha sido agredida por Chateaubriand e registrou boletins de ocorrência contra ele. A bancária chegou a se separar e sair de casa, mas precisou voltar por motivos financeiros. As brigas entre os dois continuaram.
 
“Já tinha até feito corpo de delito já. Já foi condenado pela Maria da Penha. Já não podia sair da cidade mais. É uma coisa que não passa pela nossa cabeça. É aquela velha história, nunca vai acontecer com a gente. Infelizmente aconteceu”, lamentou o irmão da vítima, Maurício Marcondes.
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Policial fotografa a entrada do prédio onde Mariana Marcondes, de 43 anos, foi achada morta após ser espancada no apartamento onde morava com o marido e dois filhos pequenos no bairro do Belém, Zona Leste de São Paulo. Marido e filhos estão desaparecidos (Foto: Mario Ângelo/Sigmapress/Estadão Conteúdo)Policial fotografa a entrada do prédio onde Mariana Marcondes, de 43 anos, foi achada morta após ser espancada no apartamento onde morava com o marido e dois filhos pequenos no bairro do Belém, Zona Leste de São Paulo. Marido e filhos estão desaparecidos (Foto: Mario Ângelo/Sigmapress/Estadão Conteúdo)
Investigações
Na noite de segunda, o irmão e o primo da vítima chamaram a polícia porque não conseguiam localizá-la desde o domingo (18). A polícia encontrou o corpo dela, com sinais de violência, no corredor do apartamento.
 
Vizinhos disseram ter ouvido gritos vindos do apartamento por volta das 18h do sábado. Segundo o Jornal Hoje, alguns moradores do prédio contaram que a confusão entre os dois começou em um churrasco na área social e continuou quando a família voltou para casa.
 
Uma vizinha afirmou que seu filho escutou uma discussão acalorada e uma voz masculina que gritava palavras de baixo calão contra a mulher.
 
Imagens das câmeras de segurança do condomínio em que a família morava mostram o marido acompanhado dos filhos na garagem e carregando muitas malas por volta das 20h30 da mesma noite.
 
O primo de Mariana recebeu posteriormente um telefonema de um número com o DDD 21. A polícia já suspeitava que o ex-marido havia cometido o crime e fugido para a capital fluminense.
 
“A relação deles era extremamente abusiva. O marido bebe muito, não a deixava sair e havia agressões físicas e verbais na frente dos filhos. Há cinco anos ela me pediu ajuda para abrir a porta de casa que ele havia trancado”, contou uma amiga de Mariana. “Na semana passada, ela me pediu socorro, queria procurar um imóvel para alugarmos e dizia que não aguentava mais ele”, continuou.
 
No início da tarde desta terça, o corpo ainda aguardava liberação no IML Central.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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