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Segregação nas engenharias e tecnologias tem impacto nas remunerações

Saiu no site DELAS – PORTUGAL

 

Veja publicação original:  Segregação nas engenharias e tecnologias tem impacto nas remunerações

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A reduzida participação de mulheres nas áreas das engenharias e das novas tecnologias é um défice grave que é preciso combater, defendeu esta quinta-feira, 16 de maio, a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro, que sublinhou como essa segregação tem impacto ao nível das remunerações.

Rosa Monteiro, secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade [Fotografia: Global Imagens]
Rosa Monteiro, secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade [Fotografia: Global Imagens]

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O pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa, é palco da segunda parte do encerramento da segunda edição da iniciativa Engenheiras por um Dia, em que várias universidades, laboratórios e empresas vão dinamizar workshops para os alunos do terceiro ciclo e do secundário e mostrar que esta também é uma área para mulheres.

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Sara Cardoso é aluna do terceiro ano da licenciatura em engenharia de Telecomunicações e Informática do Instituto Superior Técnico de Lisboa e está a dinamizar um dos workshops, juntamente com outro colega, no caso com experimentação em soldadura.

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Acredita que não há áreas especificas para homens e mulheres e diz que na faculdade onde estuda isso é cada vez menos frequente, “porque o que interessa é o que elas gostam e não os estereótipos”, ressalvando que são profissões com futuro. “Eu ainda não acabei o curso e já tenho entrevistas de empregos”, sublinhou.

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Imagem de destaque: Shutterstcok

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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