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Novas famílias

Saiu no site O DIA

 

Veja publicação original:  Renata Bento: Novas famílias

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Crianças que possuem um lar funcional, um ambiente salutar, independente de ser formado por casal homoparental ou heterossexual, recebem a base para um bom desenvolvimento emocional

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Por Renata Bento

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Rio – Uma das frases mais repetidas quando se trata de família é ‘mãe é uma só’. E mesmo essa vem tendo seu significado repensado. Outra frase vem ganhando lugar: ‘pai é quem cria’, enfatizando que filho precisa, sim, ser criado; precisa, sim, ser orientado. Diante disso, se abre espaço para pensar sobre a criação dos laços afetivos nas famílias. O que seria isso? As “novas famílias” vêm quebrando esse formato tradicional e se dirigindo para novas formações, que podem ser a de dois pais ou duas mães.

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A família convencional, aquela com pai e mãe, é garantia para um bom desenvolvimento emocional? E a família homoparental? Uma família convencional pode não ser funcional e uma não-convencional também. O que proporciona o desenvolvimento salutar é a capacidade dos pais de cuidar e acompanhar o desabrochar dos filhos.

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Por isso, diante de tantas possibilidades de novas estruturas familiares, o que me parece mais adequado indagar seria: como essa família é estruturada? É funcional? Existe um vínculo de pertencimento, há filiação psíquica dessa criança na família em que está inserida? Por família funcional entende-se ser aquela que proporciona ambiente acolhedor, com a relação entre os membros pautada por respeito, carinho e lealdade. O desenvolvimento emocional vai acontecer na interação entre as características inatas da criança e o ambiente em que vive. A filiação psíquica ou o sentimento de pertencimento, muito mais que a filiação biológica, é o fator vital para o desenvolvimento emocional da criança.

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Como fica isso no dia a dia? Como conversar com a criança acerca de seus questionamentos sobre pertencer a uma família homoparental? O que se observa na clínica é que a curiosidade das crianças existem desde sempre, independente do núcleo familiar em que estão inseridas. É importante pensar que as funções materna e paterna estão presentes em todas as relações, sejam homoparentais ou heterossexuais. A criança precisará da noção de verdade, de acordo com o que ela pode entender. Por noção de verdade, entende-se que deve haver sinceridade no trato com a criança, explicando a ela como é o modelo de família na qual ela está inserida. O acolhimento da dúvida e a conversa são os aliados.

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Crianças que possuem um lar funcional, um ambiente salutar, independente de ser formado por casal homoparental ou heterossexual, recebem a base para um bom desenvolvimento emocional. A orientação sexual dos pais não é fator determinante e sim a qualidade desse vínculo pais e filhos.

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Quando se fala em função parental, sabemos que função materna e a função paterna podem ser desempenhadas por ambos os parceiros. É comum notar ainda em relações homoparentais que um ou outro dos parceiros desempenha mais notadamente uma função do que outra. Família, hoje, ao contrário de antes, não é “tudo igual”. O comprometimento deve ser com os laços de afeto, baseados no amor, na criação de autonomia e no respeito.

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