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Na Venezuela, mulheres são mais afetadas pela fome e desemprego

Saiu no site REVISTA MARIE CLAIRE : 

 

Veja publicação original:   Na Venezuela, mulheres são mais afetadas pela fome e desemprego

 

Estudo apresentado em Caracas indica que para cada 100 homens em estado de pobreza, existem 107 mulheres

 

Na Venezuela, as mulheres passam mais fome. Um estudo apresentado pelo Centro Hispanoamericano para a Mulher revela que no país, em situação de grave instabilidade econômica, os homens comem mais e melhor que as mulheres.

 

 

Durante fórum organizado pela Anistia Internacional em Caracas, Fabiola Romero, diretora do centro responsável pelo estudo alertou sobre a feminilização da pobreza, segundo o jornal El Tiempo. Dos 20 alimentos da cesta básica dos venezuelanos, as mulheres consomem apenas 12 – os de menor valor nutricional. Enquanto isso, os homens ingerem 15, os de maior valor nutritivo.

 

A fome não é apenas o indicador no qual as mulheres saem perdendo. O estudo revelou que para cada 100 homens em estado de pobreza existem 107 mulheres. Já para 100 homens que vivem em miséria, existem 112 mulheres.

 

 

Segundo a pesquisa, 4 de cada 10 lares são comandados por mulheres – elas são mais numerosas nas longas filas dos supermercados do país, cada vez mais escasso em comida.  Em 33% dos lares consultados, as mulheres deixaram de comer pelo menos uma vez durante a crise econômica e 60% delas abriram mão de alguma refeição para favorecer outros membros da família.

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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