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Evento sobre empoderamento feminino tem palestras e até workshop de defesa pessoal

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Veja publicação original: Evento sobre empoderamento feminino tem palestras e até workshop de defesa pessoal

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Por Isabela Mercuri

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A ‘Virada Feminina’, evento sobre o empoderamento da mulher, aconteceu na noite da última quinta-feira (31) no Cenarium Rural. Com sete palestras de temas distintos, o encontro reuniu mais de mil pessoas, e teve até mesmo ‘aula’ de defesa pessoal.

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De acordo com a assessoria, a ‘Virada’ começou por volta das 18h30 e acabou às 22h. A palestra mais duradoura foi da Campeã Mundial de Jiu-jitsu Erica Paes, Assessora do Departamento de enfrentamento à Violência da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SNPM/MDH).

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Sua palestra foi sobre o projeto ‘Eu sei me defender’ e, além da parte teórica, Erica também fez demonstrações práticas de técnicas de defesa pessoal, chamando algumas mulheres da plateia ao palco, para ensinar golpes que as ajudariam a se desvencilhar de um possível agressor.

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Outro nome muito esperado do evento, a empresária, atriz e ex-modelo Luiz Brunet, no entanto, não conseguiu chegar ao evento por problemas com o voo. No entanto, todas as outras palestras foram realizadas.

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Leyza Gomes Bressaner, empresária do ramo de seguros, foi uma das mulheres que estavam na plateia do evento. Ela contou que se interessou pelo evento porque viu que haveria palestras sobre empreendedorismo. “Eu acho esse assunto muito interessante. Eu gosto muito disso, já que eu sou empresária, eu tenho uma empresa, e abri com 40 anos de idade, então eu acho fantástico participar e sempre aprender”, afirmou.

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Para Leyza, o papel da mulher na sociedade é fundamental, “e no momento em que ela passa a se aperfeiçoar, adquirir conhecimento, aprender coisas e acreditar nela, ela conquista o mercado. Uma vez que você entra pra competir nesse mundo de empreendedorismo, eu acho que ela tem tudo pra sobressair e ter uma grande carreira, ser brilhante e brilhar mesmo. Eu acho que ela pode, ela tem poder pra isso. Enfrentar todos os preconceitos, todos os desafios. Eu vejo, por mim, que comecei um pouco tarde, com 40 anos, e hoje eu tenho uma empresa bem sucedida, então eu gosto de sempre falar com as minhas amigas sobre esse poder que a mulher tem. Quando ela quer, ela conquista”, afirmou.

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Outra convidada foi a radialista Kezia Giugni, especialista em vinhos. Ela elogiou a grade de palestras, principalmente por tocar no assunto de violência doméstica. “Eu acho que tira um pouco do medo. Tem muita mulher que ainda tem medo de expressar o que acontece dentro de casa. Às vezes pode não acontecer com ela, mas acontece com a mãe, com a filha, então as mulheres se unindo, conseguem perceber que isso acontece [também] na família do lado, e elas se sentem com mais coragem pra enfrentar e tomar as atitudes que são necessárias”, finalizou.

 

 

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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