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Ministério Público de Goiás aponta emboscada, motivo torpe e meio cruel. Justiça converteu prisão do síndico em preventiva
A 1ª Vara Criminal de Caldas Novas recebeu, nesta quinta-feira (26/2), a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO) contra o síndico Cleber Rosa de Oliveira, acusado de matar a corretora de imóveis Daiane Alves de Sousa, de 43 anos, em 17 de dezembro de 2025. Em decisão, a juíza Vaneska da Silva Baruki suspendeu o segredo de Justiça sobre o caso e converteu a prisão do acusado de temporária para preventiva.
Para o MP, Cleber agiu com “manifesta intenção homicida”, motivado por “inconformismo” com a atuação profissional da vítima, e a atacou de forma “sorrateira”, mediante emboscada.
O crime ocorreu na noite de 17 de dezembro de 2025. De acordo com a denúncia, Cleber atraiu Daiane até o subsolo do Residencial Ametista, no complexo Golden Thermas Residence, em Caldas Novas, após desligar o disjuntor geral do apartamento dela, o 402.
Ao perceber a falta de energia Daiane desceu até a garagem, para verificar o problema. Ao chegar ao local do disjuntor, a corretora foi atacada por trás.
“Denota-se que foi utilizado meio cruel, uma vez que o autor, bem mais corpulento do que a vítima, atacou-a sorrateiramente, causou-lhe lesões que provavelmente a deixaram inconsciente. Após, levou-a a local distante do Residencial Ametista, na carroceria de uma caminhonete, para só então efetuar dois disparos de arma de fogo em sua cabeça e, na sequência, ocultar o cadáver a quilômetros do local do fato. Seu comportamento, portanto, foi revelador de brutalidade contrastante com o mais elementar sentimento de piedade”, afirma a denúncia.
O corpo de Daiane foi encontrado apenas em 28 de janeiro, em área de mata às margens da rodovia GO-213, entre Caldas Novas e Ipameri, já em avançado estado de decomposição.








