Saiu no site G1
Priscila Beatriz Assis Teixeira, de 38 anos, era mãe de três meninos e trabalhava como cozinheira em um projeto municipal em Campos Altos, no Alto Paranaíba. O feminicídio ocorreu na noite de segunda-feira (23), na frente de um dos filhos.
Priscila Beatriz Assis Teixeira, de 38 anos, é lembrada como uma pessoa alegre, uma mãe exemplar e trabalhadora. Ela foi morta a facadas após negar um beijo a Matheus Vinícius de Souza, de 18 anos, durante a negociação pela compra de um celular na noite de segunda-feira (23), em Campos Altos, no Alto Paranaíba.
O primo de Priscila, Matheus Bueno, lamentou a morte dela.
“Era uma menina de ouro, de uma simplicidade maravilhosa. Desejo que ela descanse em paz e saiba o quanto é amada por toda a família”, disse.
“Eu vou lembrar do sorrisão dela”, disse emocionada Samara Braz, amiga de Priscila
“Os meninos são muito bem educados e amorosos, e dá uma pena imaginar eles agora sem a mãezona que era minha prima”, afirmou o primo.
Segundo a amiga, os filhos estão sob responsabilidade dos pais biológicos. O pai de Priscila morreu quando ela era adolescente e a mulher cuidava da mãe sozinha, antes dela falecer em 2024.
Ao falar sobre os sonhos da amiga, Samara contou que Priscila desejava conseguir um trabalho melhor para comprar uma casa e ver os filhos crescerem bem.
“Era uma mulher muito batalhadora. A imagem que eu tenho da Priscila é dela dando tchau sempre com aquele sorrisão no rosto”, compartilhou.
Imagens de uma câmera de monitoramento registraram o momento em que Matheus Vinícius de Souza chegou à casa de Priscila. O crime ocorreu na porta do imóvel, na noite de segunda-feira (23). Assista ao vídeo abaixo.
As imagens mostram o homem de 18 anos usando calça jeans, bota amarela, jaqueta escura e boné preto em frente à casa da vítima. Já outras gravações, que não foram divulgadas, ajudaram a traçar a rota de fuga feita pelo suspeito após o crime.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Jeferson Leal, o suspeito foi até a residência para negociar um aparelho celular e, durante a conversa, tentou forçar um beijo. Ao ser recusado, iniciou uma briga com a vítima. À Polícia Civil, Matheus afirmou que o episódio foi uma “besteira” e uma “burrice”.
O g1 tenta identificar a defesa de Matheus.
Segundo Samara, apenas dois dos filhos de Priscila estavam em casa na noite do crime. O mais velho estava com o pai, enquanto o caçula dormia. O menino de 8 anos presenciou o ataque, correu pela rua pedindo socorro e foi acolhido por um vizinho, que acionou a ambulância.
Priscila foi levada ainda consciente ao Hospital Municipal de Campos Altos, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
O sepultamento ocorreu na manhã de quarta-feira (25), no Cemitério Municipal de Campos Altos.
Durante a fuga, o homem pulou muros de várias casas do bairro Camposaltinhos até acessar outra rua.
Uma testemunha reconheceu Matheus como o homem que invadiu seu imóvel na tentativa de fuga. Além da testemunha, o filho de 8 anos da vítima também descreveu características físicas e roupas compatíveis com as imagens.
Durante a tentativa de localizar Matheus, a Polícia Militar (PM) recebeu a informação de que um homem estaria tentando contratar um táxi, alegando ter cometido ‘um fato grave’ e que precisava sair com urgência de Campos Altos e para Medeiros, no Centro-Oeste do estado.
A partir do nome e da foto vinculada a um perfil de aplicativo de mensagens, os militares identificaram o possível endereço onde o suspeito morava. No imóvel, ele foi encontrado e preso. Roupas sujas de barro e molhadas, compatíveis com as registradas nas câmeras também foram encontradas.







