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No Rio, número de feminicídios quase triplicou desde 2020, e 65% das vítimas de agressão e de ameaça na cidade são mulheres

Saiu no site G1

Após mais de 35 anos de casamento, Rosa Almeida, de 56, começou a perceber que sofria abusos dentro de casa. Há cerca de seis anos, ela perdeu a mãe. A partir de então, notou que as violações morais e as proibições que sofria do marido correspondiam a tipos de violência contra a mulher, tema a que ela teve acesso ao estudar cada vez mais o assunto.

 

— Nas brigas, ele colocava o dedo da minha cara e dizia que ele mandava. Até que um dia eu falei para me respeitar e disse que não ia mais calar a boca. Falei: “eu tenho voz e vou falar”. Vi que o que eu passava era abuso. E um dia ele me bateu. Ele me proibiu de fazer bolo, de trabalhar… — conta ela.

Paciente bariátrica de uma operação feita há 12 anos, ela viveu ainda momentos de terror por sofrer violências do ex-marido no pós-cirúrgico de uma cruroplastia (operação que remove o excesso de pele e gordura da parte interna ou externa das coxas), há pouco mais de seis. Além das feridas psicológicas, ela carrega na pele cicatrizes de mais de 50 centímetros, marcas que não se apagarão.

— Eu chamei a polícia e os agentes, ao me verem, chamaram o Samu rápido. Escorriam dos pontos pus, ceroma..

 

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