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Dicas de Livros: A jornada da heroína: A busca da mulher para se reconectar com o feminino

“Tudo é possível para as mulheres quando encontramos nossa voz, honramos nossa identidade, batalhamos juntas por um objetivo comum e permanecemos de braços abertos aos céus, como a antiga deusa mãe, numa postura de orgulho e reconhecimento da sacralidade do feminino.” – Maureen Murdock

Tomando como base mitos, contos de fadas, símbolos ancestrais, antigas deusas e sonhos de suas pacientes, Maureen Murdock nos conduz a uma reconexão com natureza feminina e à cura das feridas deixadas pela necessidade de adequação aos valores masculinos.

Prefácio de Sandra Trabucco Valenzuela

Maureen Murdock descreve neste livro a busca mítica da mulher contemporânea por preservar os valores femininos e se realizar pessoal e profissionalmente numa sociedade construída por e para os homens.

Baseada na psicologia Junguiana e dialogando com a jornada do herói de Joseph Campbell, Maureen oferece um percurso cultural e espiritual mais necessário do que nunca num mundo cada vez mais ávido pelo feminino e suas especificidades.

Publicado em diversos países, este livro se tornou um clássico e uma referência para roteiristas e romancistas de todo mundo como um modelo da jornada feminina.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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