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Com mais de um caso por dia, estado do Rio foi palco de 4 mil estupros coletivos em dez anos

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Os casos de estupro de vulnerável abrangem, além daqueles em que as vítimas têm menos de 14 anos, independentemente de eventual consentimento, situações em que o alvo não tem condições de oferecer anuência explícita ao ato sexual, seja por alguma enfermidade ou por estar sob efeito de álcool ou drogas, por exemplo. No episódio do Morro da Barão, constatou-se que, quando foi abusada, a adolescente estava desacordada após fazer uso de várias substâncias, o que por si só já caracteriza o estupro.

— Por isso é tão importante termos uma educação sexual abrangente sobre todas essas questões. As meninas hoje experimentam muito mais liberdade, o que é ótimo, mas os homens, infelizmente, ainda custam a compreender esse cenário. Muitas vezes, isso acaba se refletindo em violência — diz Luciana Terra Villar, uma das lideranças jurídicas dos movimentos Justiceiras e #MeTooBrasil, que acrescenta: — Não tem jeito, é um quadro que só vai ser contornado com um misto de conscientização e punição. Além claro, de acolhimento à palavra da vítima, para que elas se sintam encorajadas a denunciar.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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