Saiu no site O POVO
Vítima conseguiu fugir do imóvel e pedir ajuda. Ela apresentava edemas na face e no crânio, ferimentos cortantes e desmaiou durante o trajeto ao hospital
Um homem foi preso neste domingo, 11, suspeito de manter a própria esposa em cárcere privado, agredi-la e tentar matá-la com golpes de faca. O caso foi registrado em Pacoti, município do Maciço de Baturité.
Conforme o Auto de Prisão em Flagrante (APF), a mulher conseguiu escapar do imóvel, por volta das 17 horas, e correu em direção a uma equipe policial que passava pela região para pedir socorro.
De acordo com os policiais que atenderam à ocorrência, a vítima relatou que o companheiro a mantinha em cárcere desde a manhã. Ele a agrediu várias vezes, cortou o seu cabelo com uma faca e ainda tentou esfaqueá–la.
A vítima também contou que conseguiu retirar a faca das mãos do agressor e fugir. Durante o trajeto até o hospital, após ser socorrida pelos policiais, ela desmaiou.
Atestado médico anexado aos autos registrou que a mulher deu entrada no hospital apresentando edemas na face e no crânio, além de ferimentos cortantes, com suspeitas de fraturas facial e craniana decorrentes de agressão física.
Conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Baturité, município vizinho a Pacoti, o homem confessou ter praticado o crime em “razão de uma crise de ciúmes“.
Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de tentativa de feminicídio e cárcere privado. Em audiência de custódia, o suspeito teve a prisão preventiva decretada.
“Com efeito, as circunstâncias concretas evidenciam que o custodiado manteve a companheira em cárcere privado ao longo de quase todo o dia, desferiu repetidos golpes contusos contra a cabeça e a face da mulher, cortou seus cabelos com uma faca e tentou desferir-lhe estocadas com a arma branca, provocando lesões que demandaram atendimento de emergência com indicação de transferência a hospital de alta complexidade, o que evidencia periculosidade incompatível com a liberdade provisória“, afirmou na decisão o juiz Victor de Resende Mota.
O POVO opta por não divulgar o nome do suspeito preso para não permitir a identificação da vítima.








