Saiu no site UOL
A Justiça do Ceará acolheu a manifestação do Ministério Público e revogou a prisão de João Munhoz Neto, 34, namorado da estudante de direito Isabelle Caracristi, 22, encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com ele, em Fortaleza.
O que a Justiça determinou
A decisão estabeleceu a soltura mediante o cumprimento de medidas cautelares. A soltura foi determinada pelo Juízo da 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza.
João Munhoz estava preso desde o dia 22 de setembro. Ele é investigado por violência psicológica contra a namorada e de indução ao suicídio.
O Ministério Público pediu a soltura do investigado com as seguintes condições:
comparecimento mensal na sede da Central de Alternativas Penais;
proibição de ausentar-se de Fortaleza, informar seu atual endereço;
comparecer a todos os atos processuais para os quais forem intimados;
recolhimento domiciliar no período noturno,
usar tornozeleira eletrônica.
O UOL procurou a defesa de João Munhoz para um posicionamento, mas não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
Advogada da família da jovem lamenta decisão
A advogada Patrícia Viana, que representa a família de Isabelle, afirmou que recebe a decisão com profunda preocupação. “Sobretudo pelo impacto emocional causado à família de Isabelle”, diz em comunicado enviado ao UOL. “Trata-se de uma medida cautelar que causa apreensão, mas é fundamental esclarecer à sociedade que a soltura não significa absolvição nem o fim das investigações, tão pouco diminui a gravidade dos fatos apurados”.
O impacto da soltura não prejudica o andamento das investigações, afirma a advogada. “A apuração dos fatos prossegue na Polícia Civil e posteriormente no poder judiciário para garantir a integral e rigorosa responsabilização penal”, acrescenta o comunicado.
Enfatizamos a urgência e a necessidade do cumprimento irrestrito das medidas protetivas fixadas, sobretudo o monitoramento eletrônico e a proibição de aproximação e contato do investigado e de seus familiares com a família de Isabelle e testemunhas.
Patrícia Viana, advogada.
Isabelle morreu após cair do 23º andar do condomínio onde morava com o namorado no bairro da Aldeota. O caso aconteceu na noite de 13 de setembro.
Momentos antes, a jovem aparece em registros de câmeras de segurança no hall de entrada e depois no elevador, a caminho do apartamento. Mais tarde, ela aparece novamente, subindo para o rooftop. Ela permaneceu no local por cerca de uma hora e meia antes da queda, segundo as imagens.
O laudo cadavérico apontou que Isabelle morreu por politraumatismo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, as lesões encontradas eram “compatíveis com o impacto contra o solo”. Exame toxicológico teve resultado negativo, sem detecção de drogas ou medicamentos no organismo da estudante antes da morte.







