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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Saiu no site BAND

O medo da violência urbana está alterando de maneira drástica a rotina de grande parte das mulheres no Brasil. Uma pesquisa recente realizada por institutos

O medo da violência urbana está alterando de maneira drástica a rotina de grande parte das mulheres no Brasil. Uma pesquisa recente realizada por institutos especializados aponta que a maioria do público feminino precisou modificar hábitos e comportamentos diários para tentar escapar de situações de risco nas cidades.

O levantamento traz dados alarmantes sobre a perda de liberdade e a sensação constante de insegurança enfrentada nos espaços públicos.

O impacto do medo na rotina e a restrição de direitos

De acordo com o levantamento divulgado, de cada dez mulheres entrevistadas, seis relataram que já deixaram de fazer algo que gostavam por receio da violência. A pesquisa detalha que 58% das entrevistadas deixaram de frequentar determinados lugares e 56% já optaram por utilizar meios de transporte em deslocamentos que poderiam ter sido feitos a pé.

Para a diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Vera Vieira, essa realidade impõe barreiras severas à circulação feminina. “Isso acaba por limitar a circulação e as opções das mulheres na sua vida cotidiana”, avalia. O sentimento de vulnerabilidade também é acentuado por episódios graves de violência extrema, conforme relata a analista de comunicação Luísa Gonçalves Meireles, que foi vítima de um sequestro ao lado de amigas. Para ela, o nível de medo e a gravidade das ameaças ultrapassam o limite comum da criminalidade urbana, exigindo medidas urgentes de proteção.

Caminhos e soluções apontados por especialistas

Especialistas e defensores dos direitos humanos apontam que o enfrentamento a esse cenário requer ações estruturadas em múltiplas frentes. Entre as principais exigências estão o fortalecimento e a expansão dos canais de denúncia, além de melhorias profundas na infraestrutura urbana.

O investimento em transporte público de qualidade e em iluminação eficiente nas ruas é considerado fundamental para devolver a segurança às vias públicas. Além disso, destaca-se a necessidade de maior integração entre as políticas públicas e a formação especializada dos agentes de segurança pública no combate aos crimes contra as mulheres.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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