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Estudo: afastamentos por violência contra mulheres mais que dobram em 2026

Saiu no site CNN

O tempo médio de afastamento do trabalho por violência contra mulheres mais que dobrou em 2026, segundo levantamento da VR. A média passou de 2,6 dias em 2025 para 5,4 dias neste ano, considerando os atestados médicos enviados até julho por trabalhadores da base de clientes da empresa.

Ao todo, foram registrados 157 afastamentos por agressão contra mulheres entre 2023 e julho de 2026. Nesse período, as ausências somaram 558 dias, o equivalente a 4.464 horas de trabalho. Em 2026, até julho, já foram contabilizados 37 casos, mais da metade dos 56 registros de todo o ano passado.

Os dados mostram ainda crescimento das ocorrências ao longo da série histórica. Foram 24 afastamentos em 2023, 40 em 2024 e 56 em 2025.

Segundo o levantamento, 87,9% dos afastamentos estão relacionados a agressões físicas. Os demais casos envolvem maus-tratos (3,8%), negligência e abandono (3,8%) e agressão sexual por força física (3,8%).

O primeiro semestre concentra a maior parte das ocorrências, especialmente entre janeiro e maio. São Paulo responde por 47% dos dias de afastamento registrados, seguido por Paraná (19,5%), Bahia (16,8%), Minas Gerais (11,8%) e Goiás (4,8%).

De acordo com Willian Gil, diretor-executivo de Pessoas, Jurídico e Governança Corporativa da VR, os dados mostram que a violência contra a mulher também impacta a saúde do trabalhador e os indicadores das empresas.

“O afastamento não é apenas consequência de um episódio isolado. Ele representa impacto emocional, físico e financeiro que chega ao ambiente corporativo”, afirma.

O levantamento foi elaborado com base nos atestados médicos enviados pelo SuperApp VR por cerca de 4 milhões de trabalhadores da base de clientes da empresa, dos quais 47% são mulheres.

 

 

 

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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