HOME

Home

Mulher se joga de prédio para escapar de ataque do marido e ainda é vigiada por agressor no hospital

Saiu no site RECORD

Em 2025, quase 1.600 mulheres foram mortas pelo simples fato de serem mulheres

O aumento dos casos de feminicídio no Brasil tem gerado grande preocupação. Em 2025, quase 1.600 mulheres foram mortas pelo simples fato de serem mulheres. Nos primeiros seis meses deste ano, já são 741 vítimas assassinadas por companheiros ou ex-companheiros.

 

 

Entre as histórias que nascem desse cenário, está a da mineira Jhenipher Sabriny Oliveira. Ela sobreviveu a uma tentativa brutal de feminicídio cometida pelo então marido Pablo Henrique de Oliveira Rodrigues, em Belo Horizonte (MG). Após nove anos em um casamento conturbado, ela foi ameaçada com uma faca dentro do próprio apartamento.

 

Desesperada para salvar sua vida durante um ataque violento do agressor, Jhenipher se jogou da janela do segundo andar do prédio onde morava, uma queda aproximada de sete metros, sofrendo múltiplas fraturas ao atingir o solo. O ex-marido tentou encobrir o crime alegando aos vizinhos que ela havia tropeçado e caído.

 

Pablo colocou a mulher no carro, mas o trajeto não foi rumo ao hospital pelo medo de ser denunciado. Ao ver uma viatura da polícia, Jhenipher mostrou o punho machucado e o homem foi obrigado a parar.

 

Nos primeiros 12 dias da internação, Pablo passou o tempo todo ao lado da mulher e a manteve incomunicável, impedindo que ela contasse a verdade para a família. Apesar das lesões graves e sob vigilância constante do agressor, Jhenipher conseguiu pedir ajuda após finalmente acessar seu celular. Pablo foi preso, mas liberado após cumprir apenas parte da pena inicial. Atualmente ele é considerado foragido pela Justiça brasileira.

 

Em nota, a defesa de Pablo Henrique de Oliveira Rodrigues disse que já foi apresentado o recurso de apelação, no qual requer a anulação do julgamento. Afirmou também que ele se apresentará no momento oportuno.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME