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Gabriella Augusto se emociona após denunciar Cartolouco por agressões ao ‘Fantástico’: ‘Achei que ia morrer’

Saiu no site revista QUEM

Após relatar, ao lado de outras duas ex-companheiras de Lucas Strabko, o Cartolouco, episódios de violência física e psicológica em reportagem exibida pelo Fantástico, no último domingo (12), Gabriella Augusto se pronunciou pela primeira vez em suas redes sociais. A influenciadora e diretora do podcast PodDelas publicou um vídeo de quase 20 minutos no Instagram, nesta segunda-feira (13), para agradecer o apoio recebido após a exibição da matéria e detalhar situações que viveu durante o relacionamento com o ex-namorado.

“É difícil vir aqui para falar de um assunto tão delicado, mas importante. Primeiramente, queria muito agradecer por todas as mensagens, por todo o apoio que estou recebendo, por todo o carinho… Que merda estar passando por isso! Que merda ter passado por isso. Mas vou usar toda essa minha dor para vir aqui e, se eu puder ajudar 1% das mulheres que me seguem, já valeu a pena”, afirmou.

Gabriella explicou que decidiu gravar o vídeo porque a reportagem exibida pela Globo não foi suficiente para contar toda a história. “A matéria do Fantástico teve oito minutos e a gente tem muito para falar. A gente falou demais. Se tivesse que mostrar tudo o que eu e as meninas falamos, ia precisar do Fantástico inteiro”, justificou.

A influenciadora — que participou da sexta temporada do reality Power Couple Brasil, da Record TV, ao lado de Cartolouco, que era seu namorado na época — também falou sobre a dificuldade de reconhecer um relacionamento abusivo. “Quando a gente está em um relacionamento desse, não tem noção de que está vivendo um relacionamento desse. A gente está completamente cega, acredita, está completamente envolvida”.

Emocionada, Gabriela relembrou um dos episódios mais violentos que diz ter vivido durante o relacionamento com Cartolouco. Ela contou que, certa vez, chegou em casa do trabalho com uma forte crise de enxaqueca e descobriu que ele havia acessado seu computador e lido uma conversa antiga no WhatsApp, de quando os dois estavam separados.

Após questioná-la sobre o relacionamento, ele a puxou pelos cabelos, a jogou no chão e passou a chutá-la repetidamente. “Por um tempo, eu falei: ‘Eu vou morrer’. Achei que ia morrer. É muito doido porque, na hora da agressão, você só quer se proteger, você não quer morrer”, afirmou.

Gabriela disse que conseguiu empurrar Cartolouco e ligar para a mãe dele, que, segundo ela, sempre era acionada depois das agressões. Ela também relatou que, no dia seguinte, enquanto estava no hospital se recuperando, o ex publicou Stories dizendo que havia machucado o pé jogando futebol. “Você machucou o pé de tanto me chutar”, desabafou.

Segundo ela, os episódios de violência eram seguidos por tentativas de reaproximação. “Enquanto eu estava na delegacia, ele estava mandando presentes para a minha casa: uma cartinha e flores, como se nada tivesse acontecido. Para ele, era só voltar de viagem, me encontrar e começar um novo ciclo”.

Gabriella ainda revelou que demorou meses para contar aos familiares o que havia acontecido e descreveu o impacto emocional da denúncia. “Vocês não entendem o quão difícil é denunciar, o quão vergonhoso é, o quão humilhante é”, descreveu, chorando.

Ela contou que precisou pedir demissão, passou três meses deprimida e voltou a morar com a mãe. “Eu estava vendo o meu agressor seguir a vida normalmente enquanto eu estava de cama”, afirmou, contando que hoje busca transformar a própria experiência em acolhimento para outras mulheres. “Fiz muita terapia. Minha vida precisava andar independentemente dele. Hoje tenho mulheres que me acolhem. Esse é o meu propósito”.

Entenda o caso

 

No programa exibido no último domingo (12), Gabriela afirmou que passou por vários episódios de violência durante o relacionamento. Ela contou que Cartolouco destruiu objetos da casa, quebrou a televisão, o carro e o celular dela. Ela também disse ter sido queimada com um cigarro durante uma discussão e afirmou que, em outra ocasião, teve os cabelos puxados, foi derrubada no chão e recebeu chutes na cabeça.

A reportagem também revelou o caso de outra ex-namorada do influenciador, cuja identidade é mantida em sigilo. Imagens de uma câmera de segurança mostram Lucas Strabko queimando a orelha da mulher com um cigarro e, em seguida, dando um tapa em seu rosto durante uma discussão ocorrida em São Paulo, na madrugada de 31 de janeiro. Na época, o casal mantinha um relacionamento havia pouco mais de nove meses.

Após a agressão, a vítima deixou o imóvel e buscou ajuda em um bar próximo, onde testemunhas presenciaram a discussão e intervieram. O caso resultou em um processo judicial, e Strabko responde por lesão corporal e violência psicológica no âmbito da violência doméstica.

Uma terceira ex-namorada, que atualmente mora em Londres e também teve a identidade preservada, afirmou ao Fantástico que era alvo constante de insultos sobre sua aparência e que também sofreu agressões físicas. Segundo ela, após os episódios de violência, o influenciador mudava de comportamento e agia como se nada tivesse acontecido.

De acordo com a reportagem, nem Gabriela Augusto nem essa terceira ex-companheira registraram boletins de ocorrência. Já o caso da mulher agredida em janeiro foi levado à Justiça.

 

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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