Saiu no site UOL
Já é hora de uma mulher assumir as rédeas das Nações Unidas, defenderam três das candidatas que disputam a secretaria-geral, em um debate realizado nesta terça-feira (9).
Michelle Bachelet, do Chile; Rebeca Grynspan, da Costa Rica; e María Fernanda Espinosa, do Equador, concorrem para suceder António Guterres. O português deixará o cargo no fim do ano, após uma sequência de dois mandatos iniciada em 2017.
O trio destacou suas credenciais diplomáticas durante um debate promovio por organizações independentes em Genebra, cidade que abriga a sede europeia da ONU.
“Acredito que, é claro, uma mulher… já estava na hora, não? Depois de 80 anos” de existência da ONU, disse Espinosa, ex-ministra das Relações Exteriores do Equador.
Mas a pessoa que substituir Guterres deve ser “a melhor mulher, não qualquer mulher”, acrescentou a política de 61 anos, uma “líder com muita energia”.
Muitos países defendem que uma mulher lidere a ONU pela primeira vez, e a América Latina reivindica o posto com base em uma tradição de rotação geográfica, que nem sempre é respeitada.
“As mulheres podem trazer mais humanidade”, afirmou a ex-presidente chilena Bachelet, de 74 anos, que já foi alta comissária da ONU para os direitos humanos.
Bachelet também ressaltou que o cargo deveria ser ocupado por uma mulher, “mas não qualquer mulher”, e sim alguém que, como ela, “não tema levantar a voz quando for necessário”.
Por sua vez, Grynspan, de 70 anos e chefe da ONU Comércio e Desenvolvimento, disse que se candidata porque acredita que é “a melhor pessoa para o cargo”.
A ex-vice-presidente da Costa Rica pede um processo de seleção livre de qualquer tratamento preferencial em relação às mulheres.
O debate foi realizado na Maison de la Paix, que abriga várias organizações e fica a poucos passos do Palácio das Nações da ONU.
Também foram convidados os outros dois candidatos: Rafael Grossi, da Argentina e diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, e o ex-presidente do Senegal Macky Sall, que enviou uma breve mensagem em vídeo.
– Uma ONU “insubstituível” –
A Assembleia Geral da ONU, composta pelos Estados-membros, só pode eleger o secretário-geral após uma recomendação do Conselho de Segurança. Ali, os cinco membros permanentes – Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos – têm poder de veto.
Prevê-se que as deliberações do Conselho comecem no fim de julho, e a votação da Assembleia Geral seja realizada nos meses seguintes.






