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Em voto, ministra declarou que o assassinato da vereadora Marielle Franco revela como as mulheres ainda são invisibilizadas e excluídas pela sociedade.
Em sessão da 1ª turma do STF nesta quarta-feira, 25, ministra Cármen Lúcia afirmou que o assassinato da vereadora Marielle Franco revela como as mulheres ainda são invisibilizadas e excluídas pela sociedade, sem reconhecimento pleno de seus direitos.
Durante o julgamento, a ministra destacou a dimensão simbólica de uma fala de Marielle, amplamente divulgada na imprensa: “Sou uma mulher e uma mulher negra, e não é porque sou mulher que não vão ter que ouvir minha voz”.
Para Cármen, a frase evidencia não apenas a resistência da vereadora, mas também a estrutura de exclusão enfrentada por mulheres.
Em voto, afirmou: “Nós mulheres, e mesmo eu branca, e mesmo eu juíza, nós somos mais ponto de referência do que sujeito de direitos. Sabe aquela que está ao lado daquela mulher magrinha? Sabe o lado daquela de cabeça branca? Nós somos referência. Nós somos quase muito parecidas com seres humanos, mas não temos a integridade ainda de um reconhecimento pleno”.
A ministra concluiu ressaltando a vulnerabilidade histórica das mulheres na sociedade: “Matar uma de nós é muito mais fácil. Matar fisicamente, matar moralmente, matar profissionalmente. É muito mais fácil”.
Marielle presente, Direito presente
A fala se deu no contexto do julgamento da ação penal que apura a responsabilidade pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em março de 2018, no Rio de Janeiro.







