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Mulher que teve casa destruída e sofreu agressões do marido rompe ciclo de violência e reconstrói a vida: ‘Vitória’

Saiu no site G1

 

Ao decidir encerrar um relacionamento para romper o ciclo de violência doméstica, uma mulher de 33 anos teve a casa destruída pelo então marido, em Campinas (SP). Sem moradia e com um filho autista para cuidar, ela buscou ajuda da assistência social e passou a receber auxílio-moradia da Prefeitura.

🔎 O auxílio-moradia é um benefício emergencial e temporário pago pela Prefeitura para famílias em situação de vulnerabilidade, removidas de áreas de risco ou vítimas de violência doméstica, que ajuda no custeio de aluguel por 6 a 12 meses. Nesta terça-feira (27), a prefeitura anunciou que o prazo para o início do pagamento, que antes podia chegar a 30 dias, foi reduzido para até 15 dias após o pedido da vítima — saiba mais abaixo.

 

Agressões constantes. Segundo a vítima, que não quis se identificar, a violência começou de forma recorrente no campo psicológico e evoluiu para agressões físicas. Ela relata episódios em que sofreu fraturas, empurrões e ameaças, inclusive enquanto segurava o filho no colo, o que intensificou o medo e a sensação de vulnerabilidade.

“Ele simplesmente quebrou toda a casa em que nós morávamos. Todos os móveis, todos os brinquedos do filho. As agressões eram diárias. Ele chegou a quebrar meu dedo uma vez, tentou me jogar pra fora do carro “, relembra a vítima.

Após deixar o agressor, a mulher procurou a rede de assistência social do município e passou a receber o auxílio-moradia da Prefeitura de Campinas. O benefício foi fundamental para garantir um lugar seguro para viver e possibilitar a reorganização da vida profissional e familiar.

 

“Eu consegui alugar um outro lugar para ficar. Eu tive um acompanhamento com assistente social. Ela vinha na minha residência durante todo o período em que eu recebi o auxílio”, conta a mulher.

 

Em reportagem à EPTV, afiliada da TV Globo, a mulher contou que tem um filho autista e que, quando tudo aconteceu, não estava trabalhando para se dedicar aos cuidados com o filho.

“Voltar a trabalhar depois que você sofre uma violência naquela proporção também é muito difícil, porque você tem medo. Você tem medo de sair na rua, você tem medo de ele tentar fazer alguma coisa novamente. Mas aí com o tempo eu consegui me reestabelecer”, relembra a mulher.

Mudança de vida. Para quem consegue romper com o agressor, o acesso a políticas públicas como o auxílio-moradia é apontado como decisivo para quebrar a dependência financeira e evitar o retorno ao ciclo de violência.

 

“É possível recomeçar, é possível terminar, encerrar esse ciclo e a gente hoje tem meios para isso. Você saber que você conseguiu sair desse relacionamento sem ser tão bem uma vítima, uma estatística, alguém que hoje poderia não estar aqui contando que conseguiu, pra mim é uma vitória muito grande. Porque muitas delas não conseguem e nem têm essa oportunidade”, relata a vítima.

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