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Mulheres encarceradas

Saiu no Observatório do Terceiro Setor

O Brasil bateu a marca de 42 mil presas e assumiu a terceira posição no ranking dos países com mais mulheres encarceradas, segundo a lista mundial de prisão feminina, que é encabeçada pelos EUA (211 mil) e China (145 mil), dados de 2021. No último levantamento do Departamento Penitenciário Nacional – Infopen Mulheres de 2018, a população feminina encarcerada aumentou 656% entre 2000 e 2016, enquanto, no mesmo período, a população masculina cresceu 293%. Em relação às mulheres presas, 45% são provisórias, ou seja, não foram ainda julgadas.

Dentre muitos projetos do terceiro setor envoltos nesta temática, o programa Justiça Sem Muros, criado pelo Instituto Terra, Trabalho e Cidadania tem como objetivo, com especial atenção às mulheres em situação de prisão, produzir informações e fomentar o debate público para contribuir com a redução do encarceramento no Brasil, defender a redução do sistema prisional e buscar expandir a participação da sociedade civil nas políticas públicas; já o Instituto Ação Pela Paz, busca com seu projeto a inclusão social de ex-detentos com objetivos de não existirem reincidências criminais.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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