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Mercedes-Benz e Justiceiras lançam campanha contra assédio em ônibus

Saiu no Estradão

Coletivo de Respeito é a primeira ação da Mercedes-Benz voltada ao combate do assédio às mulheres em ônibus. A ação faz parte do programa A Voz Delas, que visa fortalecer a participação feminina no setor. Conforme a marca, os ônibus das empresas parceiras agora trazem um QR Code que permite obter informações sobre como agir nesses casos.

Segundo levantamento feito pela fabricante, 97% das mulheres que utilizam o transporte público no Brasil já sofreram algum tipo de assédio. E nenhuma delas denunciou os casos. Além disso, uma mulher sofre algum tipo de violência a cada sete segundos no País.

“Com base nesses dados aterrorizantes, percebemos que, como somos fabricantes de chassis de ônibus, também precisamos agir. Com isso, nosso objetivo é ajudar a criar um ecossistema de transporte responsável”, diz a CFO da Mercedes-Benz América Latina, Kathrin Pfeffer.]

Conforme a marca, é possível acessar um canal de denúncias e acolhimento para as vítimas. O Projeto Justiceiras coordena a iniciativa. A ONG oferece, de graça, orientação jurídica, psicológica e médica às mulheres vítimas de violência. Para isso, basta preenche um formulário.

Mercedes-Benz busca reduzir a violência

Nesse sentido, o Projeto Justiceiras conta com 15 mil voluntárias. Assim, há advogadas, médicas, psicólogas, donas de casa, etc. Enfim, todas oferecem suporte às mulheres que fizeram denúncias online.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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