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Mulheres arregaçaram as mangas em acordo de paz histórico na Irlanda do Norte

Saiu na Folha de S. Paulo

Quando as negociações de paz na Irlanda do Norte avançaram em 1996, dois anos antes da assinatura do acordo que colocou fim ao conflito sangrento que havia marcado o país por 30 anos, um grupo chamou atenção no Fórum do Diálogo Político. Na lista dos 110 eleitos para participar das conversas multipartidárias –a grande maioria de partidos unionistas (pró-Reino Unido) e nacionalistas (pró-reunificação da Irlanda)–, estavam duas integrantes da Coalizão de Mulheres da Irlanda do Norte.

Tratava-se de uma legenda formada havia poucas semanas, que não se declarava a favor de britânicos nem de irlandeses, protestantes ou católicos. Sua principal intenção era garantir a inclusão feminina na mesa de tratativas.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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