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Câmara pode votar hoje projetos sobre cadastro de desaparecidos e botão de pânico em celulares

Saiu na Agência Câmara de Notícias

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Em sessão marcada para as 9 horas desta quinta-feira (23), a Câmara dos Deputados pode votar proposta que atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente para incluir referência ao Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, criado pela Lei 12.127/09.

Os deputados vão analisar emendas do Senado ao Projeto de Lei 2099/19 (antigo PL 4509/16), de autoria das deputadas Laura Carneiro (PSD-RJ) e Maria do Rosário (PT-RS). O projeto foi aprovado em caráter conclusivo pelas comissões permanentes da Câmara (Comissão de Seguridade Social e Família em 2017 e Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania em 2018) e seguiu para o Senado em 2019.

O texto muda o estatuto, que originalmente apenas considerava como uma das linhas de ação da política de atendimento um serviço de identificação e localização de pais, responsáveis, crianças e adolescentes desaparecidos.

Com o retorno do Senado, os deputados devem analisar emendas que incluem nessa atualização referência ao Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, criado pela Lei 13.812/19 e aos demais cadastros, sejam eles nacionais, estaduais ou municipais.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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