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Mulheres do ecossistema de startups denunciam assédio, e Abstartups se compromete a estimular mudanças

Saiu na Revista PEGN

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Mulheres que empreendem e investem no ecossistema de startups brasileiro publicaram uma carta aberta, endereçada à Associação Brasileira de Startups (Abstartups), para denunciar o assédio no meio e cobrar mudanças. Na manhã desta sexta-feira (24/3), a instituição respondeu ao chamado e se comprometeu a adotar algumas medidas.

Publicada na quarta-feira (22/3), a carta não traz o nome dos signatários, mas já reuniu mais de 900 assinaturas no site Avaaz. O texto não detalha nenhum caso de assédio ou aponta pessoas responsáveis pelos atos, mas diz que é momento de enfrentar os comportamentos. “Reconhecemos que, no passado, ações e comportamentos inaceitáveis, como assédio moral, sexual, étnico e social, foram tolerados. No entanto, estamos convencidos de que é hora de enfrentar e eliminar tais comportamentos, fomentando um ambiente mais inclusivo e respeitoso para todas as pessoas.”

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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