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Juízas do Rio participarão de seminário em SP sobre mulheres

Saiu na AMAERJ

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As juízas Renata Gil, auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça e ex-presidente da AMAERJ e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), e Adriana Ramos de Mello, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), participarão do seminário “O Sistema de Justiça pelas mulheres”. O encontro acontecerá na quinta-feira (23), das 9h30 às 17h, no auditório da Escola Paulista da Magistratura (EPM), em São Paulo.

O seminário terá quatro painéis, nomeados em homenagem a mulheres pioneiras na história da Justiça brasileira: Esperança Garcia, considerada a primeira advogada do Brasil; Myrthes Gomes de Campos, primeira mulher a exercer a advocacia no país; Auri Moura Costa, primeira juíza do país; Mary de Aguiar Silva, primeira magistrada negra do Brasil; e Maria Rita Soares de Andrade, primeira juíza federal do Brasil.

Promovem o evento o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a EPM, com o apoio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de São Paulo (Comesp) e da Revista Justiça & Cidadania. Os coordenadores são o corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, e o diretor da EPM, desembargador José Maria Câmara Junior.

14h30 – Painel 3 – Mary de Aguiar Silva | Julgamento com perspectiva de gênero
Professora Silvia Carlos da Silva Pimentel – PUC/SP
Juíza Vanessa Ribeiro Mateus – Presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis)
Juíza Maria Domitila Prado Manssur – Coordenadora da área de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da EPM
Procuradora federal Manuelita Hermes Rosa Oliveira Filha – Secretária de Altos Estudos do STF (a confirmar)
Juíza Adriana Ramos de Mello – Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (moderadora)

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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