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Foi demitida? Uma homenagem a mulheres que empreendem em si mesmas.

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Me diga, a menina que você foi teria orgulho da mulher que você se tornou? Mexendo na minha caixa de fotos antigas, encontrei um jornalzinho da escola de quando eu tinha 9 anos. A matéria apresentava um projeto sobre profissões, e eu explicava por que queria ser professora. Eu tinha deletado esse desejo da minha memória! O fato é que por mais de 20 anos eu fui professora. Ensinei crianças, adolescentes, adultos e microempresários a lidar melhor com o dinheiro e empreenderem. Fico me perguntando o quanto eu tinha, inconscientemente, me programado para isso. Estudei muito, fiz mestrado e doutorado. Com pouco mais de 30 anos, era uma profissional bem-sucedida. Tinha um salário razoável, carro e já tinha pago a metade do financiamento do meu apartamento. Na vida pessoal, estava casada com um homem que eu amava e tinha um casal de filhos saudáveis e lindos. É fácil ter orgulho de si quando tudo está bem. Foi, então, que a universidade onde eu trabalhava fez uma reestruturação e eu entrei no que hoje é chamado de “lay-off”: fui demitida. Por muito tempo, questionei minha competência, me perguntava onde eu tinha errado, o que devia ter feito de diferente. Eu acreditava que a culpa era minha. Fiquei aproximadamente um ano vivendo de trabalhos eventuais, até que meu marido foi diagnosticado com câncer. Então, eu estava desempregada, com dois filhos pequenos e contas do dia a dia para pagar. Por “sorte” eu tinha algum patrimônio para nos sustentar. Só que essa fase desafiadora durou mais tempo do que o meu patrimônio era capaz de cobrir e eu me endividei… bastante. Difícil ter orgulho de si em situações críticas, não é? Pois essa foi a época em que eu mais cresci. Eu não percebia, mas estava no período de gestação de uma melhor versão minha. Eu buscava apoio e inspiração nas mulheres da minha família…. –

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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