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Mulheres são marginalizadas em liderança de organizações multilaterais, mostra novo estudo

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WASHINGTON (Reuters) – As mulheres ocuparam apenas 12% dos principais cargos em 33 das maiores organizações multilaterais desde 1945, e mais de um terço desses órgãos, incluindo os quatro grandes bancos de desenvolvimento, nunca foram liderados por uma mulher, apontou um novo estudo divulgado nesta segunda-feira.

Cinco dos órgãos tiveram apenas uma mulher como presidente uma vez em sua história, e isso inclui a atual chefe da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo Iweala, de acordo com o relatório elaborado pelo GWL Voices for Change and Inclusion, um grupo de defesa composto por 62 lideranças femininas da atualidade e do passado.

O estudo, que será divulgado durante a reunião desta semana da Comissão das Nações Unidas sobre a Situação da Mulher, pede representação proporcional de mulheres em todos os níveis de organizações multilaterais, desde filiais até sedes, bem como em secretarias e órgãos de governança.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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