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Por que violência contra mulher aumenta em dia de jogo de futebol

Saiu na BBC

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O aumento do consumo de álcool e altos níveis de emoção associados a grandes partidas de futebol podem aumentar a gravidade e a frequência de situações de violência doméstica existentes.

O alerta, com base em estudo da Universidade de Bristol (Inglaterra), é da organização britânica Women’s Aid, que esclarece que o futebol, por si só, não “causa” violência doméstica.

Durante a Copa do Mundo, a organização tem feito campanha de combate à violência contra a mulher – a principal imagem é da bandeira inglesa com a frase “He’s coming home” (Ele está vindo para casa, em tradução literal), em referência ao grito entoado pelos torcedores ingleses nos estádios, “It’s Coming Home”, da música Three Lions.

No Brasil, uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública publicada neste ano analisou a relação dos dias de jogo do Campeonato Brasileiro e dos índices de violência doméstica.

O resultado encontrado foi que, no dia em que o time da cidade joga, o número de ameaças contra mulheres aumenta 23,7% e o número de lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica cresce 20,8% em relação a dias sem jogo.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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