HOME

Home

Dicas de livros: Mulheres não devem ficar em silêncio: Arte, design, educação

Organizado por Ana Mae Barbosa, vencedora do Prêmio Jabuti 2016, e Vitória Amaral, este livro trata do ensino da Arte e do Design, tendo como protagonistas as mulheres. A primeira parte analisa a recepção das mulheres na Escola de Arte e Design de Glasgow e na Bauhaus. Enquanto na primeira elas eram bem recebidas, embora tenham sido apagadas da História, na Bauhaus foram relegadas ao ateliê de cerâmica e ao de tapeçaria.

Marta Erps-Breuer, ex-aluna da Bauhaus e ex-mulher de Marcel Breuer, trabalhou como designer científica até 1974, na Universidade de São Paulo (USP), sem que os cursos de Arte a tivessem descoberto. Até hoje suas tapeçarias são vendidas em galerias de arte na Alemanha.

Na segunda parte, vários autores falam das mulheres Arte/Educadoras que iniciaram seu trabalho ou que estavam no auge de suas carreiras nos anos 1960. Por fim, na terceira parte, diversos Arte/ Educadores publicam entrevistas com mulheres que foram responsáveis pela modernização do Ensino das Artes Visuais. Conforme afirma a especialista em design Joice Joppert Leal no prefácio, o livro tenta “resgatar o papel transformador das mulheres na História da Arte, além de suprir a lacuna de pesquisas sobre o assunto para amparar os que ajudarão a escrever esta nova História”.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Últimas Notícias

Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

Categorias

HOME