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No Rio: Prefeitura inaugura serviço inédito de atendimento psicoterapêutico para mulheres em situação de violência

Saiu na Prefeitura do Rio de Janeiro

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A Prefeitura do Rio inaugurou, nesta terça-feira (1/10), o primeiro Núcleo Especializado de Atendimento Psicoterapêutico para mulheres em situação de violência. O prefeito Eduardo Paes e a secretária de Políticas e Promoção da Mulher, Joyce Trindade, participaram da abertura do NEAP Chiquinha Gonzaga, que vai funcionar na região central da cidade e começa a atender a partir desta quinta-feira (3/10). Essa é a primeira vez no país que o serviço público oferece atendimento continuado em psicoterapia para mulheres em situação de violência.

– A criação do NEAP é importante para a mulher sair da situação da violência e receber o atendimento psicológico não só numa situação de emergência. A ideia aqui é que se tenha um acompanhamento clínico, que dure o tempo necessário e que a mulher possa sair daqui com suas condições restabelecidas. Estamos muitos orgulhosos de ter esse primeiro serviço no Brasil – afirmou o prefeito Eduardo Paes.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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