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Mulheres em conselhos: números são baixos, mas, pela primeira vez, há abertura das empresas

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Muitas mulheres têm me procurado ultimamente para conversar sobre o tema “Mulheres em Conselhos”. As perguntas são, muitas vezes, semelhantes e por isso resolvi escrever sobre o tema.

Estamos vivendo uma fase de transição e como em toda fase de mudança, a insegurança e receio caminham lado a lado à vontade de se fazer diferente.

Como co-fundadora do WOB – Women on Board, associação que certifica empresas que possuem duas ou mais mulheres em seus conselhos e que buscam o selo voluntariamente, o cenário é ainda frustrante e “como é que eu vou conseguir uma vaga num ambiente tão masculino e fechado?” é uma pergunta que escuto com frequência.

Sim, os números no Brasil ainda são baixos; sim, 37% das empresas de capital aberto ainda não possuem uma única mulher em seus conselhos de administração; sim, é difícil romper barreiras e fazer diferente, mas, pela primeira vez, há abertura das empresas, da B3 e do mercado para que isso aconteça.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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