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Mulheres ganham espaço como traders em área dominada por homens

InfoMoney

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Se dividindo entre os cuidados de um filho de dois anos e outro de apenas dois meses, a psicóloga e trader Rafaela Vieira, que opera desde 2019, alia ambos os conhecimentos para auxiliar no desempenho emocional de mulheres que operam no mercado financeiro, com base na análise técnica.

“O desafio das mulheres é conseguir lidar com as frustrações do curto prazo. Mas o trading tem um percurso para se desenvolver”, diz ela, sobre o que observa nos grupos em que dedica-se e por onde já passaram mais de 600 pessoas.

“Pelas mulheres que atendi, elas tendem a ser mais cautelosas e a gerenciar melhor o risco, o que é muito bom”, afirma.

Rafaela e mais 60 mulheres participaram no último dia 20 do “Traders – De Mulheres para Mulheres“, evento organizado pela XP e a Special Squad Traders (SST), para trocarem experiências sobre a atividade.

O evento refletiu o crescimento verificado nos últimos anos da participação delas como investidoras da bolsa. Segundo a B3, elas representam 24,05% do total de pessoas físicas, o que representa cerca de 1,2 milhão.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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