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Livro ‘Mulheres Negras Importam’ é um grito por mundo antirracista

Saiu na Folha de S. Paulo

Leia a Publicação Original

A morte do americano George Floyd é o ponto de partida para Darlene Dalto começar a escrever “Mulheres Negras Importam”, e a questão racial é o tema recorrente do livro, que dá real sentido a ele e o põe entre as obras de referência sobre o assunto no país.

O livro entrevistas com 12 mulheres negras, das mais diversas áreas do conhecimento, que abordam um estudo para que contemple sua abordagem sobre o caminho a seguir.

Além de propor um documento valioso, Darlene Dalto expõe a experiência de mulheres que tiveram suas vidas marcadas pela violência, da infância à fase adulta. Os relatos, na de base de perguntas e respostas, caminham na direção de depoimentos amargurados, doloridos, cortantes, mas ao mesmo tempo têm lições e superações que projetam uma janela de esperança no futuro.

Como entrevistadora de todas essas mulheres negras, Darlene Dalto, que é branca, se põe como interlocutora de vozes de mulheres ofendidas pelo racismo, mas como uma de suas principais ouvintes, levando para as páginas do livro o sentido de protesto, denúncia, grito e apelo por um mundo melhor, isto é, antirracista.

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Transcrição A bióloga e advogada Bertha Lutz nasceu em 1894, filha da enfermeira Amy Fowler e do cientista Adolfo Lutz. Fez parte de seus estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris e depois de formada atuou na área de botânica do Museu Nacional até 1964. Sempre participou em causas sociais envolvendo direitos das mulheres, sendo presidente da Federação Brasileira para o Progresso Feminino. Em sua homenagem, todos os anos o Senado entrega o Diploma Berta Lutz a personalidades que se destacam na defesa de direitos das mulheres e das questões de gênero. Em 2003, na primeira edição do prêmio, a então senadora Emília Fernandes, do Rio Grande do Sul, ressaltou o pioneirismo de Bertha em diversas áreas. Emília Fernandes – A mulher cidadã Bertha Lutz, advogada e bióloga que se diplomou em tempo no qual a mulher não tinha outra opção além de tornar-se dona de casa e gerar numerosa prole. Foi uma mulher muito à frente de seu tempo, um tempo de nefasta opressão que, além de negar acesso às instâncias formais de poder, reprimia de maneira terrível todas aquelas mulheres que tentassem romper as barreiras impostas por uma sociedade marcada por valores machistas. Bertha Lutz fez parte do grupo conhecido como sufragistas brasileiras que teve como conquista o voto feminino no país em 1932. Foi a segunda mulher a ser deputada federal no Brasil em 1936. Bertha ainda fez parte da delegação brasileira em 1945 que participou da construção da Carta das Nações Unidas. Ela faleceu em 16 de setembro de 1976.

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